O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) denunciou à Justiça 76 pessoas investigadas no âmbito da Operação Casa Maior, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho no Acre e em outros estados do país. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação integrada com a Polícia Civil.
De acordo com a denúncia, o grupo atuava de forma estruturada, estável e permanente, com ramificações dentro e fora do sistema prisional. As investigações identificaram a existência de integrantes custodiados exercendo funções de liderança, além de vínculos com membros localizados em outras unidades da federação.
Conforme o MPAC, os denunciados integravam diferentes núcleos da organização criminosa, com divisão hierarquizada de tarefas, que incluíam funções de comando, disciplina interna, arrecadação de recursos, logística e operacionalização financeira das atividades ilícitas.
As apurações também apontaram um esquema de lavagem de dinheiro, baseado no uso de contas bancárias de terceiros, depósitos fracionados e rápida movimentação de valores, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem dos recursos, provenientes principalmente do tráfico de drogas, roubos e outros crimes.
Os 76 investigados foram denunciados, conforme a participação individual de cada um, pelos crimes de organização criminosa armada, previstos na Lei nº 12.850/2013, com incidência de causas de aumento, lavagem de dinheiro e associação para o tráfico de entorpecentes, além de outras infrações penais conexas.
Deflagrada em atuação conjunta do MPAC e da Polícia Civil, a Operação Casa Maior é apontada como uma das principais ações recentes de enfrentamento ao crime organizado no Acre, com foco na responsabilização penal dos envolvidos e na desarticulação da estrutura financeira e de comando da facção.




