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Manoel Carlos, ícone da teledramaturgia brasileira, morre aos 92 anos no Rio

Autor de clássicos como Por Amor e Mulheres Apaixonadas, escritor enfrentava a doença de Parkinson desde 2019.

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
11/01/2026 - 08:10
Globo/Divulgação

Globo/Divulgação

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Um dos maiores nomes da história da televisão brasileira, o autor Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares. O escritor enfrentava a doença de Parkinson, diagnosticada em 2019, que teve agravamento do quadro motor e cognitivo ao longo do último ano. A causa da morte não foi divulgada.

Conhecido como Maneco, Manoel Carlos estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana. A confirmação do falecimento foi feita por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida, que divulgou uma nota pedindo respeito e privacidade à família. O velório será restrito a parentes e amigos próximos.

Autor de alguns dos maiores sucessos da teledramaturgia nacional, Manoel Carlos construiu uma carreira marcada por histórias centradas nas relações familiares e afetivas. Sua principal assinatura foram as protagonistas chamadas Helena, personagens que estiveram à frente de nove novelas e se tornaram símbolo de sua obra, como Por Amor (1997), Laços de Família (2000) e Mulheres Apaixonadas (2003).

Nascido em 14 de março de 1933, em São Paulo, Manoel Carlos Gonçalves de Almeida era filho do comerciante José Maria Gonçalves de Almeida e da professora Olga de Azevedo Gonçalves de Almeida. Apesar da origem paulista, sempre se considerou carioca, cidade que serviu de cenário para grande parte de seus trabalhos mais conhecidos.

A carreira começou cedo. Aos 14 anos, trabalhou como auxiliar de escritório, enquanto cultivava o interesse pelas artes em grupos de leitura e discussão literária. Aos 17, estreou como ator na TV Tupi, em São Paulo, no programa Grande Teatro Tupi. Anos depois, migrou para os bastidores e consolidou sua trajetória como autor.

Na TV Globo, onde ingressou em 1972 como diretor-geral do Fantástico, Manoel Carlos estreou como novelista em 1978 com Maria, Maria, exibida no horário das 18h. A partir de Baila Comigo (1981), consolidou seu estilo e deu início à galeria de Helenas, personagens marcadas pela intensidade emocional e, sobretudo, pelo amor materno.

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Sua última telenovela foi Em Família (2014), protagonizada por Julia Lemmertz. Além das novelas, Manoel Carlos também se destacou nas minisséries, com obras como Presença de Anita (2001), adaptação do romance de Mário Donato.

Ele deixa duas filhas, Júlia Almeida e Maria Carolina, e um legado definitivo na história da dramaturgia brasileira.

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