O novo salário mínimo de R$ 1.621, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, trouxe alívio para trabalhadores e aposentados, mas acendeu um alerta entre beneficiários do Bolsa Família. Apesar de o valor do auxílio permanecer em R$ 600, o reajuste altera os critérios de renda usados pelo governo e pode resultar em bloqueio, redução ou até cancelamento do benefício, dependendo da situação de cada família.
Diferente do INSS e do BPC, o Bolsa Família não é corrigido automaticamente pelo salário mínimo. Ainda assim, o novo piso nacional influencia diretamente os limites do Cadastro Único (CadÚnico), que serve de base para a concessão e manutenção do programa.
Com o mínimo reajustado, famílias com renda mensal de até R$ 810,50 por pessoa podem se inscrever no CadÚnico. No entanto, para entrar no Bolsa Família, a regra continua a mesma: renda per capita de até R$ 218 mensais.
Já quem teve aumento de renda pode contar com a chamada Regra de Proteção, que evita o corte imediato do benefício. Nesses casos, a família pode continuar recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até dois anos, desde que a renda por pessoa não ultrapasse o novo teto de R$ 810,50.
O governo federal informou que, até o momento, não há previsão de reajuste no valor base do Bolsa Família em 2026. A estratégia segue concentrada na manutenção dos adicionais:
R$ 150 para crianças de até 6 anos;
R$ 50 para gestantes, nutrizes e jovens de 7 a 18 anos.
Atenção: quem teve o salário reajustado neste início de ano deve atualizar as informações no CadÚnico. Comunicar mudanças de renda evita bloqueios inesperados e garante o acesso à Regra de Proteção.
Com informações do FDR








