O vírus Nipah, conhecido pelo alto poder de letalidade, tem preocupado a comunidade médica após novos casos surgirem na Ásia, especialmente na Índia. Um dos pontos de atenção é o potencial pandêmico do patógeno.
Em entrevista ao Acorda, Metrópoles, o infectologista Victor Castro Lima, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), explicou as semelhanças e diferenças entre o Nipah e o coronavírus.
“A comparação entre os dois vírus é natural, porque a pandemia de Covid é muito recente e traumática”, afirma.
O médico explica que o Nipah vírus é conhecido desde 1999 e, de fato, tem um potencial pandêmico. No entanto, isso ainda não ocorreu.
Os sintomas iniciais do vírus Nipah costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de outras infecções virais.
Sintomas do vírus Nipah
- Febre.
- Dor de cabeça intensa.
- Dores no corpo.
- Náuseas e vômitos.
- Comprometimento neurológico (confusão mental, convulsões e encefalite).
- Inflamação do cérebro que pode levar ao coma.
- Insuficiência respiratória.
“Até o momento, esses surtos foram localizados em determinadas regiões e países do Sudeste asiático. Vivemos um estado de alerta, mas não podemos considerar que existe um risco eminente [de pandemia]”, alerta o especialista.
O que é o vírus Nipah?
O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, transmitido de animais para humanos. O principal reservatório do patógeno são os morcegos frugívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas.
Os animais podem carregar o vírus sem apresentar sintomas e o eliminam por meio da saliva, da urina e das fezes. Em humanos, a infecção pode evoluir de forma rápida e grave, atingindo principalmente o sistema nervoso e o sistema respiratório.
No entanto, o infectologista explica que já há casos catalogados de transmissão entre humanos. Esse tipo de contágio pode ocorrer principalmente em ambientes hospitalares, quando há contato com secreções hospitalares.
Por: Metrópoles








