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Rússia paga recompensa de R$ 2,7 milhões pela morte de ‘traidor’, mas descobre ter caído em golpe: ele está vivo

Rússia paga recompensa de R$ 2,7 milhões pela morte de 'traidor', mas descobre ter caído em golpe: ele está vivo

Denis Kapustin (ao centro) — Foto: Reprodução

Pela cabeça de Denis Kapustin havia uma recompensa: um prêmio de o equivalente a R$ 2,7 milhões.

Considerado um “traidor” por Moscou, Kapustin se juntou às forças ucranianas após o início da guerra na ex-república soviética, em fevereiro de 2022.

O combatente anti-Putin é um militante russo de extrema-direita conhecido como “Rex Branco”. Torcedor de futebol violento, o russo já enfrentou problemas por supostamente fazer propaganda nazista. Ele se tornou inimigo de Moscou ao se juntar às tropas da Ucrânia, passando a ser uma das figuras “procuradas vivas ou mortas” ligadas ao conflito. Os serviços de inteligência russos caçavam Kapustin havia muito tempo.

Até que, em 27 de dezembro, veio a notícia que Moscou tanto esperava: Kapustin havia sido morto num bombardeio de drones.

As forças russas celebraram, e a recompensa foi finalmente paga.

O Corpo de Voluntários Russos, grupo fundado por Kapustin para lutar contra a Rússia, chegou a até prometer “se vingar”.

“Com certeza nos vingaremos, Denis. Seu legado continua vivo”, disse o grupo no Telegram.

Mas, no dia de Ano Novo, Kapustin reapareceu dramaticamente vivo e ileso em um vídeo divulgado pela HUR, agência de inteligência militar da Ucrânia. Tudo havia sido forjado para receber a recompensa.

“Bem-vindo de volta à vida”, disse o chefe da HUR, general Kyrylo Budanov, em tom de brincadeira, parabenizando Kapustin e sua equipe pela bem-sucedida operação de inteligência, de acordo com reportagem no “NY Post”.

“Antes de mais nada, Denis, parabéns pelo seu retorno à vida. É sempre um prazer. Fico feliz que o dinheiro destinado ao seu assassinato tenha sido usado para apoiar nossa luta”, acrescentou Budanov.

O dinheiro pago pela “morte” do “Rex Branco” acabou financiando o próprio inimigo de Moscou.

Por Extra

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