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Escala 6×1: Entenda como funciona a lei e as mudanças propostas para 2026

Escala 6×1: Entenda como funciona a lei e as mudanças propostas para 2026

Foto: Jeane de Oliveira/FDR

O debate sobre a jornada de trabalho no Brasil atingiu o seu ponto mais crítico em 2026. A tradicional escala 6×1 — onde o trabalhador cumpre seis dias de serviço para apenas um de folga — está na mira de uma reforma constitucional que promete alterar profundamente a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Com o apoio do Ministério do Trabalho e declarações recentes de ministros como Guilherme Boulos, o fim dessa escala tornou-se prioridade no Congresso. Entenda o que diz a lei atual e o que pode mudar para você ainda este ano.

Como funciona a Escala 6×1 hoje?

Atualmente, a Constituição Federal e a CLT estabelecem os seguintes limites para a jornada de trabalho:

Carga Horária: Máximo de 8 horas diárias e 44 horas semanais.

Folga Semanal: Pelo menos um dia de descanso remunerado a cada seis dias trabalhados (preferencialmente aos domingos).

Intervalo Intrajornada: Mínimo de 1 hora para jornadas superiores a 6 horas.

Na prática, a escala 6×1 é muito comum nos setores de comércio, serviços e gastronomia, onde a operação não para aos finais de semana.

 

O que propõe a Mudança em 2026?

A proposta que tramita na Câmara dos Deputados e no Senado em 2026 busca a transição para modelos que priorizam a saúde mental e o convívio familiar do trabalhador. As principais frentes são:

Vantagens vs. Desafios: O que dizem os especialistas?

O governo defende que a mudança aumentará a produtividade. “Um trabalhador descansado rende até 40% mais”, afirmou o ministro Boulos em entrevista na última quarta (21). Por outro lado, setores do varejo e serviços expressam preocupação com o aumento dos custos operacionais, já que precisariam contratar mais funcionários para cobrir os turnos de folga.

Cronograma: Quando a lei muda?

O projeto de lei que revisa a escala 6×1 está em fase de audiências públicas. A expectativa é que o texto final seja votado pelo plenário da Câmara ainda no primeiro semestre de 2026. Se aprovada, a mudança poderá ter um período de transição escalonado para que as empresas se adaptem.

Por: FDR

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