Um novo estudo aponta que diferentes mosquitos têm preferido se alimentar de sangue humano, do que de outras espécies. Essas modificações de dietas ocorrem principalmente por causa das crises de biodiversidade em ecossistemas.
A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e do Instituto Oswaldo Cruz (ICO/Fiocruz), em remanescentes da Mata Atlântica da Reserva Ecológica Guapiaçu e da Reserva Sítio Recanto, ambas localizadas no estado carioca.
Para a pesquisa, que busca avaliar a fonte de alimento dos insetos, cerca de 1.714 mosquitos foram capturados, dos quais apenas 145 fêmeas estavam inchadas, ou seja, cheias de sangue.
Os pesquisadores conseguiram o DNA do sangue de dentro dessas fêmeas e realizaram técnicas para analisar um gene específico que funciona como um “código de barras” único para cada espécie de vertebrado.

Após a análise das fontes de alimento de 24 espécimes diferentes, foram detectados o sangue de 18 humanos, um anfíbio, seis aves, um canídeo e um camundongo.
Essas alterações na alimentação estão diretamente ligadas ao aumento das áreas desmatadas na Mata Atlântica. Com a perda de vegetação nativa, há um aumento na transmissão de doenças da dengue, Zika, Chikungunya e febre amarela.
Consequentemente, os habitats naturais dos mosquitos e seus ciclos de vida são alterados, afetando sua densidade populacional. O estudo ainda acrescenta que, com a degradação das áreas florestais e o aumento da ocupação humana, insetos vetores biológicos se aproximam de residências, facilitando o contato com humanos.
“Os resultados destacam a importância de considerar não apenas a presença humana, mas também o comportamento e as preferências alimentares dos mosquitos ao planejar estratégias de controle de vetores e prevenir patógenos transmitidos por esses insetos”, afirma o documento divulgado na última quarta-feira (14).
Por: CNN Brasil






