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OMS considera baixo risco de disseminação do vírus Nipah além da Índia

OMS considera baixo risco de disseminação do vírus Nipah além da Índia

Foto: National Institute of Allergy and Infectious Diseases/Unsplash

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou como baixo o risco de o vírus Nipah se espalhar para além da Índia, após a confirmação de dois casos no país. A entidade afirmou ainda que não recomenda, neste momento, restrições a viagens ou ao comércio.

O tema ganhou repercussão internacional depois que alguns governos asiáticos reforçaram medidas de segurança em aeroportos e pontos de entrada. Hong Kong, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnã estão entre os locais que intensificaram as verificações sanitárias para tentar evitar a propagação do vírus.

A OMS afirma que acompanha o caso em coordenação com as autoridades indianas e avalia que o país tem capacidade para conter surtos localizados. Em nota à Reuters, a entidade disse que ainda não há evidências de aumento na transmissão de pessoa para pessoa nos casos atuais.

Vírus Nipah

Regiões com circulação do vírus

A OMS lembra que o vírus circula em populações de morcegos em partes da Índia e do vizinho Bangladesh, o que significa que novos episódios de exposição não podem ser descartados. A origem exata das infecções recentes ainda não foi totalmente esclarecida.

Os dois profissionais de saúde infectados no fim de dezembro, no estado de Bengala Ocidental, estão em tratamento hospitalar, segundo autoridades locais.

A Índia registra casos esporádicos de Nipah, com maior concentração no estado de Kerala, no sul do país, onde o vírus provocou dezenas de mortes desde 2018.

Este é o sétimo surto documentado no país e o terceiro em Bengala Ocidental, região que já teve episódios anteriores no início dos anos 2000, em áreas próximas à fronteira com Bangladesh.

Mesmo com a avaliação de risco baixo para disseminação internacional, a OMS mantém o Nipah na lista de patógenos prioritários. A justificativa envolve a elevada letalidade, a ausência de vacinas ou tratamentos licenciados e a preocupação de que o vírus possa sofrer mutações que aumentem sua transmissibilidade.

Por: Metrópoles

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