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Produtores rurais participam de chamada pública para abastecer escolas do Acre

Produtores rurais participam de chamada pública para abastecer escolas do Acre

Mais de 50 agricultores participaram da abertura dos envelopes. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Produtores rurais de diferentes municípios do Baixo Acre participaram, nesta terça-feira, 27, de uma chamada pública voltada à compra de alimentos da agricultura familiar para a rede estadual de ensino. A iniciativa reuniu agricultores no auditório da Escola de Ensino Integral Armando Nogueira, em Rio Branco, onde foram abertos os envelopes com as propostas e analisados os projetos de venda.

Ao todo, mais de 50 produtores de cidades como Rio Branco, Senador Guiomard, Capixaba, Porto Acre, Acrelândia, Bujari e Plácido de Castro participaram do processo. Cada agricultor pode apresentar proposta individual de venda no valor de até R$ 40 mil.

A chamada pública tem como finalidade garantir o fornecimento de gêneros alimentícios para estudantes atendidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), além de utilizar recursos do governo estadual para complementar a compra dos produtos.

Produtores rurais participam de chamada pública para abastecer escolas do Acre
Presidente da comissão, nutricionista Nayla Regina destaca importância da chamada pública. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo a nutricionista Nayla Regina da Silva, que preside a comissão responsável pela chamada, a proposta valoriza alimentos produzidos localmente. “São produtos cultivados pelos próprios agricultores, que chegam diretamente à mesa dos estudantes”, destacou.

Ainda de acordo com Nayla, uma nova chamada pública está prevista para este ano no município de Tarauacá, com foco na aquisição de alimentos produzidos por comunidades indígenas, por meio da Comissão de Alimentação dos Povos Tradicionais do Acre (Catrapoacre).

Produtores rurais participam de chamada pública para abastecer escolas do Acre
Foto: Mardilson Gomes/SEE

Entre os participantes está Davi da Silva, morador do Ramal do Gadelha, em Senador Guiomard, onde cultiva limão, mamão, abacaxi e hortaliças. Ele conta que esta foi sua primeira participação no processo. “Ajuda muito, porque a gente vende com o preço definido. No Ceasa ou no mercado, às vezes, não consegue um valor justo”, relatou.

A produtora Rosinei Gregório, do Ramal Três Marias, também em Senador Guiomard, avaliou positivamente a iniciativa. Ela produz banana, mamão, melancia, macaxeira, abóbora, maxixe e pepino. “É uma venda garantida. Já participo há dois anos e funciona como uma segurança para a gente. Poder vender até R$ 40 mil para o governo faz muita diferença”, afirmou.

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