A operação de retorno das famílias desabrigadas pela enchente do Rio Acre e pelo transbordamento dos igarapés Batista e Redenção foi concluída nesta terça-feira, 6, em Rio Branco. Com isso, foram desativados os últimos abrigos que funcionavam em escolas municipais desde o fim de dezembro.
O processo de desocupação das unidades de ensino havia sido iniciado no dia 31 de dezembro. Durante cerca de duas semanas, as famílias acolhidas receberam atendimento do município, incluindo assistência social, acompanhamento psicológico, atendimento de saúde e alimentação.
Desde o início da enchente, em dezembro do ano passado, 153 famílias precisaram deixar suas casas e foram acolhidas em cinco escolas municipais, totalizando 409 pessoas, entre homens, mulheres, crianças e adolescentes.
Apesar do encerramento dos abrigos, o monitoramento segue ativo. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Cláudio Falcão, as equipes permanecem em alerta. “Continuamos com atenção máxima nos bairros e na zona rural em relação a um possível novo transbordo”, afirmou.

Nível do Rio Acre
Na manhã desta quarta-feira, 7, o Rio Acre marcou 10,37 metros, de acordo com a Defesa Civil Municipal. O nível representa uma queda de 40 centímetros em relação à medição da manhã de terça-feira, 6, quando o rio estava em 10,77 metros. Não houve registro de chuva nas últimas 24 horas na capital.
Ao longo da segunda-feira, 5, o manancial havia apresentado oscilações, chegando ao pico de 10,84 metros no fim da tarde, antes de iniciar uma lenta vazante durante a noite. A elevação foi provocada pelas chuvas intensas registradas entre a noite de domingo, 4, e a madrugada de segunda.
Cheia histórica
O transbordamento do Rio Acre ocorreu no dia 27 de dezembro, mobilizando equipes da prefeitura e da Defesa Civil para a instalação de abrigos emergenciais. O rio atingiu 15,41 metros no dia 29 de dezembro, pico da cheia registrada no fim de 2025.
Levantamento da Defesa Civil Municipal, com base em 55 anos de monitoramento hidrológico, aponta que apenas uma vez o Rio Acre havia transbordado no mês de dezembro, em 26 de dezembro de 1975. A cheia do rio e o transbordamento de igarapés atingiram ao menos 20 bairros da capital e impactaram mais de duas mil famílias, levando o município a decretar situação de emergência.








