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Acre está entre os estados com maior participação da comunidade na escolha de diretores escolares

Acre está entre os estados com maior participação da comunidade na escolha de diretores escolares

O Acre está entre os sete estados do país com maior participação. Foto: Reprodução

O Acre está entre os estados com maior participação da comunidade na escolha de diretores escolares no Brasil, segundo dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025. 

De acordo com o levantamento, 66,5% das escolas públicas acreanas contam com algum tipo de envolvimento da comunidade no processo de definição da gestão escolar, índice bem acima da média nacional, que é de 37,4%.

As informações são resultado de um laboratório de jornalismo de dados de educação e cultura, realizado pela Folha de S.Paulo e pela Fundação Itaú, com base em dados do Saeb, do Ideb e do Censo Escolar, e divulgado em outubro de 2025.

No cenário nacional, o Acre aparece ao lado de poucas unidades da federação onde a participação comunitária é majoritária. Além do estado acreano, apenas Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e o Distrito Federal registram percentuais acima de 50%. O Distrito Federal lidera o ranking, com 90,3%.

Apesar do desempenho positivo do Acre, a eleição direta de diretores ainda não é predominante no país. Segundo o anuário, esse modelo ocorre majoritariamente apenas no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Na maior parte das redes brasileiras, o provimento do cargo acontece por indicação do Executivo, seleção técnica ou concurso público.

A legislação educacional brasileira prevê a gestão democrática como princípio, conforme estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas não define regras nacionais para a eleição de diretores. Com isso, a responsabilidade pela regulamentação fica a cargo de estados e municípios, e o cargo segue classificado como função comissionada, de livre nomeação.

O estudo também observa o crescimento de modelos mistos, que combinam seleção técnica com consulta à comunidade escolar. Esse formato já está presente em cerca de 13% das escolas públicas brasileiras e é avaliado como um avanço por permitir maior profissionalização da gestão sem excluir a participação social.

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