Mesmo com a tendência de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, o Acre aparece entre os estados que registram aumento das hospitalizações por influenza A, segundo a primeira edição de 2026 do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira, 8.
A análise, referente à Semana Epidemiológica 53, no período de 28 de dezembro de 2025 a 3 de janeiro de 2026, mostra que, em âmbito nacional, não há incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco na maioria dos estados e capitais. A exceção é Rondônia, que permanece em nível de alerta, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
No recorte regional, o Acre é citado ao lado de Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, Pernambuco e Sergipe como estados onde as internações por influenza A seguem em elevação, mesmo diante do cenário nacional mais estável.
A informação foi destacada pela pesquisadora Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e integrante do Programa de Computação Científica da instituição, Tatiana Portella, responsável pelas análises do InfoGripe.
“As hospitalizações por influenza A continuam aumentando em alguns estados das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste, incluindo o Acre”, afirmou a pesquisadora.
Vírus em circulação
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos de SRAG no Brasil foi de:
- 38,6% de rinovírus
- 21,9% de influenza A
- 13,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
- 5,6% de vírus sincicial respiratório (VSR)
- 2,3% de influenza B
No mesmo período, a proporção de óbitos associados aos vírus respiratórios foi liderada pelo Sars-CoV-2, com 34,8%, seguido de influenza A (28%) e rinovírus (25,8%).
O boletim aponta que, nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência de SRAG segue mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre idosos. Tanto a SRAG causada por influenza A quanto por Covid-19 apresenta maior impacto nesses dois extremos etários.
Entre os demais vírus com circulação relevante, como rinovírus e metapneumovírus, o impacto dos casos de SRAG tem se concentrado especialmente em crianças pequenas.








