Antes novembro de 2025, o Acre contabilizou 91 suicídios, um número 5,81% maior que o verificado no mesmo período de 2024, quando o Estado registrou 86 ocorrências. As informações são do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do Ministério Público do Acre (MPAC).
A reportagem de A GAZETA conversou com o psiquiatra Marcos Araripe, que reforçou a importância do cuidado com a saúde mental. “A mente também precisa de cuidado. Ansiedade, depressão, estresse, esgotamento emocional fazem parte da realidade de milhões de pessoas. Muitas vezes, esses sintomas são silenciosos, não aparecem em exames e acabam sendo ignorados”, reiterou.
Os dados mostram que 2025 começou em ritmo elevado, com picos em fevereiro (13 casos) e abril (12). Mesmo assim, os outros meses mantiveram números altos: junho teve 10 ocorrências, maio 9 e julho e agosto somaram 8 casos cada. Em novembro, foram 7 registros, acima dos 5 contabilizados no mesmo mês de 2024.
Ao longo de 2025, Rio Branco aparece com folga como o município mais afetado: 41 ocorrências, o equivalente a 45,05% de todos os casos registrados no estado. Na sequência vêm Tarauacá, com 10 casos (10,99%), e Cruzeiro do Sul, com 7 (7,69%). Ao todo, pelo menos 20 municípios já registraram ocorrências neste ano, o que evidencia a interiorização do problema.
Em 2024, o cenário já era preocupante. Até novembro, o Acre havia registrado 86 suicídios, com forte concentração no Baixo Acre, que respondeu por quase metade dos casos (48,84%). Rio Branco, novamente, liderou as estatísticas, com 37 mortes, ou 43,02% do total estadual. Cruzeiro do Sul (11), Sena Madureira e Tarauacá (7 cada) completaram a lista dos municípios com maior número de registros naquele ano.
Especialista alerta para cuidado contínuo
A reportagem conversou com o psiquiatra Marcos Araripe, que destacou a importância do cuidado permanente com a saúde mental.
“A mente também precisa de cuidado. Ansiedade, depressão, estresse e esgotamento emocional fazem parte da realidade de milhões de pessoas. Muitas vezes, esses sintomas são silenciosos, não aparecem em exames e acabam sendo ignorados.”
Araripe também ressaltou a relevância da campanha Janeiro Branco como instrumento de conscientização.
“É uma campanha nacional que chama atenção para algo essencial. As doenças relacionadas à saúde mental afetam a qualidade de vida, os relacionamentos e o desempenho no trabalho. Cuidar da saúde mental não é fraqueza; é prevenção. Reconhecer limites, falar sobre emoções e buscar ajuda profissional quando necessário é fundamental.”






