O Acre registra temperatura máxima média de 35°C e projeção de aumento de 1,3°C até 2030, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e projeções climáticas baseadas em modelagens do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) ajustadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estado integra o grupo de unidades da federação mais expostas ao avanço das ondas de calor no Brasil. Os dados são do perfil Brasil em Mapas.
O levantamento indica que o país alcançou, em 2024, a maior temperatura máxima média nacional já registrada, com 32,7°C, valor 1,6°C acima da média histórica. O cenário tende a se repetir em 2025, com a ocorrência de ondas de calor antes mesmo do período de verão, reforçando a tendência de aquecimento contínuo.
Na Região Norte, além do Acre, estados como Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará, Amapá e Tocantins apresentam temperaturas máximas médias entre 33°C e 35°C, com projeções de elevação que variam de 1°C a 1,7°C até 2030. O Mato Grosso aparece com o maior valor médio atual, de 37°C, e aumento previsto de 1,8°C, configurando uma das áreas mais críticas do país.
As projeções indicam que municípios localizados na Amazônia Legal tendem a aquecer acima da média nacional, especialmente em áreas associadas ao avanço do desmatamento. Estudos apontam que localidades inseridas nesses chamados “hotspots climáticos” registram taxas de aquecimento até duas vezes superiores à média do Brasil.
O levantamento também mostra que o fenômeno do aquecimento não se restringe ao Norte. Estados do Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul apresentam elevação projetada entre 1°C e 1,8°C até 2030. Capitais e grandes centros urbanos tendem a registrar intensificação do calor devido ao efeito das ilhas de calor, associado à impermeabilização do solo e à baixa arborização.
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