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Acre registra média de 35°C e projeta aumento de 1,3°C nos próximos cinco anos

Acre registra média de 35°C e projeta aumento de 1,3°C nos próximos cinco anos

Com temperatura média em torno de 35 °C, o Acre aparece entre os estados mais quentes do país e deve enfrentar um aumento adicional de 1,3 °C até 2030, segundo projeções climáticas. As informações foram divulgadas pelo site Brasil em Mapas, com base nos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na prática, isso significa mais dias sufocantes, com ao menos 17 episódios anuais de ondas de calor, cenário classificado como perigoso para a saúde humana.

Os sinais mais extremos da crise climática aparecem nos chamados hotspots de calor, municípios que aquecem em ritmo acelerado. Cidades como São Félix do Xingu (PA) e Ribeirão Cascalheira (MT), localizadas na linha de frente do desmatamento, registram um aquecimento até duas vezes mais rápido que a média nacional, evidenciando a ligação direta entre perda de floresta e colapso térmico.

Em 2024, Bom Jesus (PI) entrou para o mapa do calor extremo ao atingir 44,3 °C, uma das maiores temperaturas já registradas no país. No semiárido, municípios como Cabrobó (PE) e Gilbués (PI) enfrentam um processo acelerado de desertificação, impulsionado por ondas de calor cada vez mais longas e intensas.

Nas grandes cidades, o problema ganha outra dimensão. São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Belo Horizonte criaram suas próprias ilhas de calor, ficando até 5 °C mais quentes do que as áreas ao redor. O impacto é desigual: a armadilha térmica atinge com mais força as periferias urbanas, onde a falta de arborização, ventilação e infraestrutura transforma o calor extremo em risco diário à saúde.

Ainda segundo a publicação, pela primeira vez, o país registrou uma temperatura máxima média nacional de 32,7 °C, um salto de 1,6 °C acima do padrão histórico, de acordo com o Inmet.

 

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