Enquanto alguns estados brasileiros conseguem atender mais de dois terços das crianças na educação infantil, o Acre segue na parte de baixo do ranking nacional. Com apenas 40,2% de taxa de atendimento, o estado aparece na 25ª colocação entre as 27 unidades da federação, superando apenas Amazonas e Amapá. Os dados fazem parte do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado nesta terça-feira, 29, pelo Centro de Lideranças Públicas (CLP).
O levantamento considera a proporção entre o número de crianças matriculadas e o total da população de 0 a 5 anos, faixa etária fundamental para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional. No topo da lista está São Paulo, com 70,2% de atendimento, seguido por Santa Catarina (66,7%) e Ceará (60,8%), estados que se consolidam como referência em políticas voltadas à primeira infância.
No Norte do país, o cenário é preocupante. Além do Acre, que figura entre os últimos colocados, Amazonas (38,7%) e Amapá (30,1%) ocupam as duas piores posições do ranking. A realidade evidencia desigualdades regionais no acesso a creches e pré-escolas, especialmente em áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos.
Mesmo estados do Nordeste, historicamente marcados por desafios socioeconômicos, apresentam desempenho superior ao acreano. Maranhão (59,2%), Piauí (58,5%) e Bahia (55,9%) aparecem bem à frente, o que aponta que investimentos contínuos e políticas públicas estruturadas fazem diferença no acesso à educação infantil.






