O Aeroporto de Rio Branco conquistou a certificação internacional Airport Carbon Accreditation (ACA), concedida pelo Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), e passou a integrar o grupo de terminais da Amazônia reconhecidos por avanços na gestão de emissões de carbono. O terminal acreano alcançou o nível 3 do programa, o mesmo obtido pelos aeroportos de Manaus, Boa Vista e Porto Velho.
O reconhecimento considera práticas voltadas ao monitoramento, controle e redução das emissões de gases de efeito estufa. Além dos quatro aeroportos no nível 3, os terminais de Tabatinga e Tefé foram certificados no nível 1, etapa inicial do programa, que exige o mapeamento anual da pegada de carbono com base em metodologias internacionais, como o Protocolo GHG.
De acordo com os critérios do ACA, o nível 3 pressupõe uma gestão mais ampla das emissões, incluindo a adoção de políticas de baixo carbono, definição de metas de redução, acompanhamento do consumo de energia e combustíveis, avaliação de emissões associadas a investimentos, auditorias, capacitação de equipes e envolvimento de parceiros operacionais, como companhias aéreas e prestadores de serviços.
No Aeroporto de Rio Branco, entre as medidas adotadas estão a elaboração de inventários de carbono, a implementação de um Plano de Gestão de Carbono e a modernização de sistemas operacionais. O terminal também passou por intervenções na iluminação, com substituição por tecnologia LED, melhorias nos sistemas de refrigeração e uso de triciclos elétricos para a coleta de resíduos em áreas operacionais. O consumo de energia passou a ser acompanhado por meio de aplicativo de monitoramento.
Os aeroportos da Amazônia são administrados pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia desde 2022. Segundo dados divulgados pela operadora, a rede estabeleceu metas de redução de emissões de 66% até 2030 e neutralidade de carbono até 2050. Atualmente, a redução acumulada informada nos sete aeroportos administrados na região é de 77,7%.
Além dos terminais amazônicos, o Aeroporto de Salvador, também operado pela VINCI Airports no Brasil, atingiu o nível 5 da certificação ACA, considerado o mais elevado do programa.