O Rio Acre iniciou a terça-feira, 20, confirmando uma tendência de vazante iniciada nas últimas 24 horas. Segundo o boletim da Defesa Civil Municipal, o nível das águas atingiu 14,14 metros às 05h18, uma redução significativa em comparação aos 14,52 metros registrados no mesmo horário do dia anterior.
Mesmo com a redução de 38 centímetros no acumulado das últimas 24 horas, a situação ainda é de alerta máximo. O rio permanece 14 centímetros acima da cota de transbordo (14,00m) e bem superior à cota de alerta (13,50m). O dado curioso do monitoramento é que a vazante ocorre mesmo após um volume considerável de chuva na capital: 59,20mm foram registrados entre ontem e hoje, o que demonstra que a bacia na região alta pode estar dando uma trégua momentânea.
Até o momento, segundo dados da Defesa Civil, 27 bairros foram atingidos pelas águas do Rio Acre, afetando diretamente 631 famílias, o que representa um total de 2.286 pessoas. Os bairros Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna continuam sendo os pontos mais críticos. Já na zona rural, a situação atinge 15 comunidades, onde cerca de 250 famílias (aproximadamente mil pessoas) enfrentam o isolamento de ramais e severas perdas na produção agrícola, especialmente em localidades como Panorama e Belo Jardim.
No Parque de Exposições Wildy Viana abriga seis famílias, enquanto a Escola Leôncio de Carvalho recebe sete famílias indígenas. Outras 11 pessoas estão desalojadas em casas de parentes.
Apoio Federal
Nesta segunda-feira, 19, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional publicou no Diário Oficial da União o reconhecimento oficial da situação de emergência em Rio Branco. A medida permite que a prefeitura solicite recursos federais imediatos para a compra de cestas básicas, água potável, kits de higiene e limpeza, além de suporte na logística de transporte e socorro às famílias isoladas.






