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Após buscas da PF, Mazinho Serafim nega irregularidades em contratos de shows investigados na Operação da PF

Após buscas da PF, Mazinho Serafim nega irregularidades em contratos de shows investigados na Operação da PF

Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Sena Madureira Mazinho Serafim se manifestou publicamente nesta quinta-feira, 29, após ser um dos alvos da Operação Graco, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A operação investiga suspeitas de irregularidades na contratação de empresa responsável por shows musicais financiados com recursos públicos durante a feira agropecuária do município, realizada em setembro de 2024.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Mazinho confirmou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.

“A única coisa que levaram da minha casa foi um celular. Procuraram se tinha dinheiro, não tinha nenhum centavo irregular”, afirmou.

O ex-prefeito negou qualquer desvio de recursos e disse que os valores aplicados nos shows da ExpoSena seguiram os trâmites legais. “Quero esclarecer para a população que isso não procede. Tudo o que foi gasto na ExpoSena, cerca de R$ 900 e poucos mil, foi para pagamento dos cantores e das despesas do evento”, declarou.

Mazinho também afirmou que parte dos recursos arrecadados com a festa foi destinada a ações sociais. “Nós conseguimos arrecadar em torno de R$ 140 mil a R$ 160 mil para a Apae com essa festa”, disse.

Ainda segundo o ex-prefeito, os gastos com cultura ocorreram dentro da normalidade da gestão pública.

“Uma prefeitura não funciona sem dinheiro público. O dinheiro foi gasto em todas as áreas, inclusive cultura, mas também em saúde, educação, ramais e maquinário”, afirmou, acrescentando que está tranquilo quanto à investigação. “Não tenho nada a esconder. Isso tudo vai ser esclarecido”, completou.

Operação Graco

A Operação Graco apura suspeita de desvio de aproximadamente R$ 912 mil em recursos oriundos de emendas parlamentares na modalidade de transferência especial, conhecidas como “Emendas Pix”. Os valores teriam sido utilizados para custear três shows musicais durante a feira agropecuária de Sena Madureira, em contrato estimado em cerca de R$ 1,3 milhão, firmado por inexigibilidade de licitação.

De acordo com as investigações, há indícios de sobrepreço, uso de cartas de exclusividade consideradas irregulares e pagamento antecipado, feito antes da prestação dos serviços, prática vedada pela legislação.

A reportagem do portal A GAZETA apurou que, além de Mazinho Serafim, também são investigados o deputado federal Eduardo Velloso e o advogado Giordano Simplício Jordão. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Acre e no Distrito Federal, além da autorização para quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.

O que dizem os outros investigados

Em nota, o deputado federal Eduardo Velloso afirmou que a destinação da emenda seguiu os trâmites legais e que, após a transferência dos recursos, a responsabilidade pela execução e fiscalização cabe exclusivamente à gestão municipal. O parlamentar disse ainda estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Já o advogado Giordano Simplício Jordão declarou que não executa emendas parlamentares, não participa da indicação de beneficiários, não ordena despesas e não recebe recursos públicos provenientes de emendas. Ele informou que buscará acesso integral aos autos para apresentar os esclarecimentos e a defesa técnica cabíveis.

Os investigados poderão responder por crimes como associação a organização criminosa, fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros delitos correlatos. As apurações seguem em andamento.

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