O município de Brasiléia, na regional do Alto Acre, enfrenta um cenário crítico após o registro de fortes chuvas que atingiram a cidade na tarde desta terça-feira, 27. O volume pluviométrico registrou a soma de 142 milímetros de água apenas ontem e já atinge 143,4mm nas últimas 24 horas. A situação alagamentos em diversos pontos urbanos e danos severos à infraestrutura, especialmente na zona rural.
Diante da gravidade dos transtornos, o prefeito da cidade e a Defesa Civil avaliam a possibilidade um decreto de Situação de Emergência devido aos prejuízos causados pela enxurrada.
O maior impacto das chuvas foi registrado no sistema de drenagem e nas vias de acesso. De acordo com o Major Emerson Sandro, comandante da Defesa Civil de Brasiléia, a força das águas causou prejuízos significativos em bueiros e pontes.
“Tivemos na zona rural pontes que danificaram, inclusive teve uma que a cabeceira ‘derreteu’ por conta desse grande volume de água. Muitos igarapés transbordaram, fazendo com que aumentasse bastante esse volume e viesse a causar esses tipos de transtornos”, explicou o Major.
O comandante destacou que o foco das equipes hoje é garantir a acessibilidade: “A gente vai estar trabalhando o dia todo para dar um pouco de acessibilidade às comunidades que estão isoladas nesse momento por conta das pontes que caíram na zona rural”.

Monitoramento do Rio Acre
Apesar da intensidade das enxurradas locais, o Rio Acre em Brasiléia ainda não atingiu sua cota de alerta. Na medição mais recente, o manancial registrou 7,03 metros, subindo gradualmente. A cota de alerta para o município é de 9,80 metros, enquanto a de transbordo é de 11,40 metros.
Embora não haja famílias desabrigadas pelo transbordamento do rio até o momento, a Defesa Civil mantém o monitoramento rigoroso. A preocupação se estende a toda a bacia, já que o volume de chuva afetou quase toda a região do Alto Acre. Em Assis Brasil, cidade vizinha, o rio já ultrapassou a marca dos 8 metros.
Ações de Resposta
Equipes da Defesa Civil e da prefeitura estão nas ruas desde as primeiras horas do dia para contabilizar os prejuízos e realizar intervenções emergenciais. “O cenário ainda é de tempo muito fechado e serenando. Estamos verificando tudo para encaminhar aos órgãos competentes”, afirmou o Major Emerson Sandro.
A situação é agravada pelo comportamento instável das águas na região, que sobem e descem com rapidez, dificultando a estabilização do solo e das estruturas viárias já fragilizadas.








