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Bocalom diz que “sofrimento está com os dias contados” para famílias que moram em áreas alagadiças de Rio Branco

Bocalom diz que “sofrimento está com os dias contados” para famílias que moram em áreas alagadiças de Rio Branco
Foto: Reprodução

Após o Rio Acre voltar a transbordar nesta sexta-feira, 16, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que o “sofrimento está com os dias contados” para as famílias que vivem em áreas historicamente atingidas por alagações. A declaração foi feita em postagem nas redes sociais.

Bocalom lembrou que a capital já havia enfrentado situação semelhante em dezembro de 2025 e ressaltou que episódios desse tipo não eram registrados havia cerca de 50 anos. Segundo ele, diante da nova elevação do nível do rio, a gestão municipal colocou em prática todas as medidas previstas no Plano de Contingência.

“O Rio Acre acabou de transbordar e continua em elevação. Por isso, acionamos todo o plano. Vamos cuidar de você como sempre fizemos”, afirmou o prefeito.

Abrigos e atendimento emergencial

De acordo com Bocalom, a Prefeitura de Rio Branco já mobilizou todas as secretarias e mantém cerca de 80 abrigos prontos no Parque de Exposições para receber as famílias que precisarem deixar suas casas. Ele informou ainda que novos espaços poderão ser preparados, caso haja necessidade.

O prefeito explicou que as famílias removidas devem permanecer nos abrigos até o fim de fevereiro ou março, período em que o rio tende a apresentar oscilações no nível. Segundo ele, a medida busca evitar retornos antecipados às áreas de risco.

Habitação como solução definitiva

Bocalom afirmou ainda que programas habitacionais em andamento devem permitir a retirada definitiva das famílias que vivem em áreas alagadiças.

De acordo com o prefeito, o município tem atualmente mais de 600 casas em construção e a previsão é ultrapassar 2 mil unidades habitacionais nos próximos anos. Ele também citou a participação do governo do Estado, com cerca de mil moradias previstas.

“Esse ciclo de sofrimento está com os dias contados. Muitas famílias que hoje vivem em áreas alagadiças receberão moradias dignas, seguras e definitivas”, disse.

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