Enquanto o Rio Acre voltar a subir em Rio Branco, a Defesa Civil Municipal concentra esforços no monitoramento rigoroso dos igarapés que cortam a capital. Devido à sua rápida resposta ao volume de chuvas, a possibilidade de enxurradas, inundações e transbordamentos dos pequenos afluentes em áreas urbanas não foi descartada pela órgãos de defesa.
Em entrevista ao portal A GAZETA, o coronel Cláudio Falcão, alertou sobre um patamar crítico de atenção. “Os igarapés estão nos oferecendo sempre risco. Então, sempre que tem uma chuva mais volumosa, o risco é iminente de acontecer transbordamento”, explicou o coordenador.
Se antecipando a qualquer cenário, a Defesa Civil já está com equipes em prontidão e estratégias traçadas para o caso de o nível da água atingir as moradias. “A gente faz monitoramento constante verificando isso, já com um plano de contingência de enxurrada pronto para a retirada de pessoas, se for o caso”, afirmou Falcão.
O sistema de igarapés da capital já foi testado recentemente e continua sob pressão. De acordo com o coronel, após o dia 26 de dezembro, os mananciais urbanos ficaram muito próximos do limite. “Inclusive até transbordaram, mas não tivemos a necessidade de remover família”, relembrou, destacando que, apesar do susto anterior, a situação atual exige vigilância constante para evitar que novos transbordamentos peguem a população de surpresa.
Impacto da chuva
A chuva de 32 milímetros registrada nas últimas 24 horas em Rio Branco agrava o cenário, pois o solo já se encontra encharcado e os igarapés têm dificuldade de escoar suas águas para o Rio Acre, que também está subindo.
“Nós não temos calha para comportar tanta água, tanto das chuvas locais quanto das chuvas das cabeceiras”, alertou o comandante.
A Defesa Civil reforça que, para os igarapés, o perigo é direto e ligado à intensidade das pancadas de chuva localizadas, mantendo o alerta ligado para as famílias que residem em áreas próximas a esses mananciais.








