O Acre registrou, em 2023, um déficit habitacional de 30.893 moradias, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O levantamento aponta que o principal fator do déficit no estado é a existência de habitações precárias, que somam 15.111 residências, o equivalente a 48,91% do total.
O déficit habitacional não se limita à ausência de moradia. O indicador considera também famílias que vivem em domicílios inadequados, em coabitação, quando mais de uma família divide a mesma casa, ou em situação de ônus excessivo com aluguel, quando mais de 30% da renda mensal é comprometida com o pagamento da locação.
De acordo com os dados, 6.627 domicílios (21,45%) em situação de déficit no Acre enfrentam o problema da coabitação. Já 9.155 moradias (29,63%) enquadram-se no critério de ônus excessivo com aluguel, evidenciando a dificuldade de acesso a moradia adequada sem comprometimento significativo da renda familiar.
Impacto maior entre famílias de baixa renda
O estudo mostra que o déficit habitacional atinge de forma mais intensa a população de baixa renda. Em 48,47% dos domicílios em déficit (7.324 residências), a renda familiar é igual ou inferior a um salário mínimo. Outros 33,94% (5.129 domicílios) concentram famílias com renda superior a um salário mínimo e até dois salários mínimos.
Entre as faixas de renda mais elevadas, 13,16% dos domicílios em déficit (1.988) possuem renda acima de dois e até três salários mínimos, enquanto apenas 4,43% (669 moradias) estão entre famílias com renda superior a três salários mínimos.







