O desaparecimento de Pedro Vilchez, de 87 anos, segue mobilizando familiares e forças de segurança em Rio Branco. O idoso saiu da residência onde estava hospedado, no bairro Alto Alegre, informando que iria a um comércio próximo, mas não retornou desde o último domingo (18).
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), com apoio da Polícia Militar, realizam buscas contínuas, que já foram ampliadas para áreas próximas ao município de Bujari.
O que já se sabe
Até o momento, a principal pista sobre o trajeto de Pedro Vilchez são imagens de câmeras de segurança de uma residência localizada no Ramal do Mutum. As gravações mostram o idoso caminhando pela estrada por volta das 9h17, vestindo calça jeans, camisa branca e chapéu branco, seguindo em direção à área rural. A família acredita que ele possa ter se desorientado e não conseguido retornar.
Pedro é aposentado, morador de Boca do Acre (AM), e está em Rio Branco há cerca de quatro meses, onde realizava tratamento de saúde enquanto residia temporariamente com familiares. Segundo a família, ele tem problemas cardíacos e dificuldades de audição, embora consiga se comunicar observando a fala das pessoas.
Após o desaparecimento, os familiares registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil e iniciaram buscas por conta própria. Com o passar dos dias, a operação passou a contar com reforço oficial do Corpo de Bombeiros.
Como estão as buscas
As ações de busca começaram nos ramais do Mutum e Plácido e foram ampliadas diante da falta de novas pistas. Atualmente, uma equipe específica atua na zona rural, composta por seis bombeiros, dois cães farejadores, viaturas, dois quadriciclos e drones, além do apoio integrado da Polícia Militar. Todos os batalhões da capital participam de rondas e do levantamento de informações.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Charles, explicou como os trabalhos foram iniciados.
“Para esclarecer a população, o Sr. Pedro veio a sair de sua casa por volta das 9 horas da manhã, nesse domingo, 18, e ele não retornou. Foi dada entrada através do 190 para a Polícia Militar sobre a questão do seu sumiço pelos parentes. No dia 20, por volta das 11 horas da manhã, o Corpo de Bombeiros foi acionado e, de pronto, nós estabelecemos equipes de buscas”.
Segundo o comandante, o reforço operacional foi ampliado com o uso de tecnologia. “Desde ontem, os cães já estão empenhados nas atividades de busca e hoje incrementamos ainda com a utilização de quadriciclo, viaturas rápidas e drone, auxiliando as atividades por terra que estão sendo feitas pelos militares e pelos cães, para que a gente tenha efetividade com relação a essas buscas”.
O que ainda falta esclarecer
Apesar da mobilização, o CBMAC aponta dificuldades operacionais devido à escassez de informações mais precisas sobre o trajeto percorrido pelo idoso após o último registro em vídeo. Não há confirmação se Pedro entrou em mata fechada, se seguiu por estradas vicinais ou se teve contato com terceiros.
Familiares relatam que o comportamento foge completamente do padrão.
“Ele nunca tinha desaparecido assim, gostava muito de sair, de andar, mas sempre retornava para casa”, disse a filha caçula, Silvana Vilchez, afirmou:
O filho, Guilherme Vilchez, também manifestou preocupação e cobrou mais integração nas buscas.
“Ele sempre saía sozinho, nunca tinha desaparecido. A polícia civil pouco tem se empenhado por pista como buscar por imagem de câmera e buscar com alguém que possa ter visto ou pegado carona com alguém”.
O coronel Charles reforçou o pedido de apoio da população. “Caso tenham algum vestígio, algum sinal, alguma pista sobre o Sr. Pedro, informem através do 190 ou do 193 a precisão desse local para que a gente consiga chegar a um final feliz”.
A família pede que qualquer informação seja repassada imediatamente às autoridades. Quem preferir também pode entrar em contato diretamente com os familiares pelo telefone (68) 9994-9881.