
Começar cedo, manter constância e respeitar os próprios limites. Foi com essa combinação que Isabela Jucá, hoje estudante de Medicina, conquistou o 1º lugar no curso pelo Enem 2024, garantindo vaga na Universidade Federal do Acre (Ufac). Às vésperas do vestibular que oferece 80 vagas e marca a primeira seleção do curso fora do Sisu e do Enem, ela compartilha estratégias que podem ajudar quem está na disputa.
A preparação de Isabela começou em fevereiro do ano do terceirão e seguiu até o dia da prova, com rotina planejada e foco nas disciplinas mais decisivas para Medicina. A organização semanal dividia os estudos entre áreas de conhecimento, mas com prioridade clara. “Eu priorizava biologia, química e física, porque são áreas de peso no curso”, conta.
A estratégia envolvia videoaulas, resumos e resolução diária de questões, além da realização de simulados mensais, que passaram a ser mais frequentes no segundo semestre.
Como organizar a semana
A estudante recomenda alternar áreas para evitar desgaste e manter foco:
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Naturezas (biologia, química e física) como prioridade;
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Exatas e humanas distribuídas ao longo da semana;
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Questões todos os dias, mesmo quando o tempo é curto.
Reta final: menos conteúdo, mais estratégia
Na reta final, a preparação mudou completamente de formato. “Na última semana antes do Enem, eu foquei 100% em simulados e redação”, relata. Isabela imprimia provas anteriores do exame, resolvia tudo com o tempo cronometrado e depois fazia uma correção detalhada. “Eu assistia à resolução de todas as questões, anotava meus erros e preenchia as lacunas de conteúdo.”
Segundo ela, esse processo foi essencial não apenas para revisar conteúdos, mas para construir uma estratégia de prova eficiente. “Esse período é fundamental para entender como otimizar o tempo e não se perder durante a prova.”
A atenção também foi direcionada de forma estratégica aos dois dias do Enem. “Voltei muito meu foco para o primeiro dia, principalmente linguagens, que é uma área difícil e muitas vezes negligenciada”, afirma. Já na semana que antecedeu o segundo dia, o esforço se concentrou em física e matemática, disciplinas em que sentia mais dificuldade.
Saber parar também é parte da preparação
Apesar da intensidade, Isabela destaca a importância do descanso. “No dia anterior à prova, eu não estudei. Tirei o dia para descansar”, diz.
Para quem está prestes a enfrentar o vestibular de Medicina, a estudante deixa um conselho que vai além dos livros. “Na reta final, as emoções ficam à flor da pele. É normal se sentir ansioso, mas não podemos deixar isso nos desestabilizar.” Ela reforça a importância de olhar para a própria caminhada. “Lembrem-se de tudo o que vocês construíram ao longo desses meses ou anos e façam a prova com o sentimento de dever cumprido.”
Quanto às revisões, Isabela é direta: “Foquem nas prioridades, nas matérias em que vocês têm mais dificuldade, principalmente usando questões”. Mas o descanso também faz parte da preparação. “Se permitam descansar, aproveitar a família e os amigos, fazer algo que gostem. O cansaço e o nervosismo são nossos maiores inimigos.”
Ao final, a mensagem é de incentivo. “Desejo uma boa prova para todos os vestibulandos. Estou torcendo pelo sucesso de vocês e espero que, no futuro, também façam parte da Medicina da Ufac”.
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