Dos 17.758 casos de Covid-19 confirmados no Acre entre 2023 e 2025, a grande maioria evoluiu de forma favorável: 17.683 pessoas receberam alta, após cumprir o período de isolamento e não apresentar mais sintomas. Ainda assim, o período acumulou 79 mortes, com impacto mais forte entre idosos e pessoas com doenças pré-existentes. As informações são de boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
Do total de óbitos registrados no estado, 36 ocorreram em 2023, 19 em 2024 e 24 em 2025. Rio Branco lidera em números absolutos, com 42 mortes, concentrando mais da metade dos registros fatais do período analisado.
Ainda segundo o estudo, o Acre apresenta coeficiente de mortalidade de 8,8 óbitos por 100 mil habitantes e taxa de letalidade de 0,4%. O cenário mais crítico, no entanto, é observado no município do Bujari, que registra o maior coeficiente de mortalidade do estado (28,8 por 100 mil habitantes) e também a maior taxa de letalidade (6,8%), indicando maior proporção de mortes em relação ao número de casos confirmados.
O perfil das vítimas revela que 68,4% das mortes (54 casos) ocorreram em pessoas com mais de 60 anos. Em relação ao sexo, os óbitos se distribuem de forma equilibrada, com 39 homens (49,4%) e 40 mulheres (50,6%).
Outro dado que chama atenção é que, embora 65,8% das vítimas tivessem comorbidades, 34,2% das pessoas que morreram não apresentavam histórico de doenças prévias, mostrando que a covid-19 também pode ser fatal fora dos grupos considerados de maior risco.





