Criado a partir de uma iniciativa estudantil de 2006 no curso de Artes Cênicas, o Manifesta-se volta a ocupar a Universidade Federal do Acre (Ufac) como espaço de expressão artística, política e de acolhimento. Esta é a terceira edição do festival, que será realizada entre os dias 2 e 6 de março, reunindo estudantes, artistas, pesquisadores e a comunidade em geral.
O evento tem origem no antigo MANIFESTA, desenvolvido pela primeira turma de Artes Cênicas como uma forma de recepção aos calouros e de afirmação política dentro da universidade. Ao longo dos anos, a proposta foi mantida e ressignificada por diferentes gerações de estudantes, até chegar ao formato atual.
Segundo a artista de teatro, pesquisadora e arte-educadora Maysa Costa, o Manifesta-se preserva a essência do projeto original, mesmo com mudanças no nome e na estrutura. Para ela, o festival mantém o compromisso de criar espaços de fala e visibilidade em contextos historicamente marcados pela ausência de políticas públicas.
“O Manifeste-se de hoje é uma retomada dessa história, com outro nome e novos formatos, mas mantendo o mesmo espírito: se manifestar dentro de um espaço onde historicamente não existem políticas públicas”, afirma.
A edição deste ano tem como proposta central o fortalecimento da comunidade LGBTQIAPN+ e a aproximação entre a universidade e a sociedade. A própria escolha do nome reflete esse objetivo, ao reforçar a ideia de manifestação, presença e ocupação de espaços institucionais por meio da arte e do debate.
A programação inclui mesas de conversa, exibição de filmes, oficinas de dança, além de debates sobre saúde física e psicológica, políticas públicas, vivências LGBTQIAPN+ e inserção no mercado de trabalho. Todas as atividades acontecem na Ufac e são abertas ao público externo, que também poderá se inscrever nas oficinas oferecidas durante o festival.








