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HPV: 597 mortes são registradas por câncer de vulva e vagina no Brasil

Estigma em torno do vírus, transmitido principalmente por contato sexual e pele a pele, contribui para atrasos no tratamento e mortes por câncer de vulva e vagina. Especialistas reforçam importância da imunização e do diagnóstico precoce.

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
04/01/2026 - 15:45
Foto: Ilustração-

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Mesmo com a ampliação da cobertura vacinal contra o HPV no Brasil, o estereótipo em torno do vírus ainda impede que muitas famílias levem crianças e adolescentes para se vacinar e afasta pacientes dos consultórios médicos. A resistência preocupa especialistas porque o HPV é o principal causador dos cânceres de vulva e vagina, que resultaram em 597 mortes registradas no SUS entre janeiro e setembro de 2025.

No mesmo período, o Ministério da Saúde registrou 16.559 atendimentos ambulatoriais e 2.161 internações relacionadas aos tumores. Os números correspondem a procedimentos, não a pessoas atendidas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 4,5% de todos os casos de câncer no mundo, o equivalente a cerca de 630 mil novos diagnósticos por ano, estejam ligados ao HPV. No Brasil, entre 2022 e setembro de 2025, foram registradas 1.964 mortes por câncer de vulva, com destaque para o Sul, que concentrou 400 óbitos, enquanto o Norte somou 75. São Paulo lidera entre os estados, com 521 mortes.

Já o câncer de vagina causou 593 mortes no mesmo período, sendo 147 apenas em 2025 até setembro, com maior concentração na região Sudeste. Embora muitas vezes confundidos, os dois cânceres acometem áreas distintas, a vulva corresponde à parte externa da genitália feminina, enquanto a vagina é o canal interno que liga a vulva ao colo do útero.

Especialistas afirmam que a falta de informação e o tabu em torno do HPV ainda são barreiras à imunização. Muitas famílias resistem à vacinação por acreditarem, equivocadamente, que o imunizante pode estimular o início precoce da vida sexual. “A resistência geralmente está ligada à desinformação e ao medo. A vacina é segura, eficaz e protege contra os principais tipos do vírus que causam câncer. A vacinação deve ser entendida como proteção à saúde, e não como incentivo ao início da vida sexual”, explica a ginecologista Vitória Espíndola, especialista em patologia do trato genital inferior da Maternidade Brasília e do Hospital Brasília.

Ela destaca que a imunização protege não só contra os cânceres de vulva e vagina, mas também contra o câncer de colo do útero, canal anal e orofaringe.

A ginecologista Silvana Chedid, do Hospital Sírio-Libanês em SP, reforça que o preconceito também afeta o diagnóstico médico. “Por ser um câncer raro, muitas mulheres, e até profissionais de saúde, não suspeitam da doença logo no início. Como os sintomas são discretos, o diagnóstico costuma atrasar. Isso reforça a importância de procurar avaliação diante de qualquer alteração persistente na região íntima”, explica.

Câncer de vulva
O câncer de vulva é classificado como um tumor raro de pele e tem as principais origens na infecção persistente pelo HPV, mais comum entre 45 e 55 anos, e no líquen escleroso, uma doença inflamatória crônica, de origem autoimune, que costuma afetar mulheres após a menopausa e também pode ocorrer na pré-adolescência.

O líquen escleroso provoca coceira intensa, manchas esbranquiçadas, dor e afinamento da pele. Quando não tratado, a inflamação constante pode levar a alterações celulares e aumentar o risco de câncer. Os sintomas do tumor incluem coceira persistente, dor, ardor, feridas que não cicatrizam, sangramento fora do período menstrual e alterações na cor ou textura da pele. Muitas mulheres demoram a buscar ajuda por acreditar que se trata de irritação, alergia ou infecção passageira.

Quando o diagnóstico é realizado precocemente, com tumores menores que 2 centímetros e sem comprometimento de linfonodos, as chances de cura ultrapassam 80% a 90%, com tratamento predominantemente cirúrgico. Nos estágios avançados, o tratamento se torna mais complexo, incluindo radioterapia e quimioterapia, com maior impacto na qualidade de vida.

“Nos estágios iniciais, o tratamento costuma ser cirúrgico e menos agressivo. Quanto mais cedo identificarmos a doença, maior a preservação da anatomia e da qualidade de vida”, afirma Espíndola.

Câncer de vagina
O câncer de vagina é ainda mais raro, com cerca de 500 casos por ano no país, sendo 90% deles associados ao HPV. Ele atinge principalmente mulheres entre 40 e 50 anos. Como a vagina possui pregas e rugas, as lesões podem ficar “escondidas”, e muitas pacientes só percebem algo errado quando surgem dor ou sangramento durante a relação sexual, além de sangramentos fora do ciclo menstrual.

O HPV é transmitido principalmente por contato íntimo pele a pele. “Não é necessário haver penetração para que ocorra o contágio. O preservativo reduz o risco, mas não elimina completamente a possibilidade de infecção. Por isso, a vacinação é a principal forma de prevenção”, diz Chedid.

A vacina está disponível gratuitamente no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de pessoas imunossuprimidas, vítimas de violência sexual, usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e crianças com papilomatose respiratória recorrente.

Vacinação
Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal vem crescendo: em 2023, atingiu 81% entre meninas e 59% entre meninos; em 2024, subiu para 83% e 67%, respectivamente; e, em 2025, já alcança 83% das meninas e 71% dos meninos. Dos 26, oito estados já superaram a meta de 90% de cobertura.

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Também neste ano, começou uma estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada, beneficiando mais de 205 mil adolescentes até agora.

Outro avanço importante na prevenção é o teste molecular de HPV, que identifica o DNA do vírus antes mesmo do surgimento de alterações celulares. Ao contrário do Papanicolau, que detecta lesões já instaladas, o teste permite identificar mulheres com maior risco de desenvolver câncer e direcionar o acompanhamento médico. Ainda assim, não existe um exame específico para rastreamento dos cânceres de vulva e vagina. O diagnóstico depende de atenção aos sintomas, consulta ginecológica regular e realização de biópsia quando necessário.

“Muitas famílias ainda acreditam no mito de que a vacina estimula o início precoce da vida sexual. Isso não é verdade. A vacina pode proteger em mais de 90% contra cânceres de colo do útero, vagina, vulva, canal anal e orofaringe relacionados ao HPV”, afirma Vitória.

Para as médicas, os números devem servir como alerta. “Quando dizemos que quase 600 mulheres morreram em apenas nove meses por cânceres potencialmente evitáveis, estamos falando de vidas que poderiam ter sido salvas com vacinação e diagnóstico precoce. Falar sobre HPV é falar sobre saúde pública”, finaliza Silvana.

Por Correio Braziliense

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