A campanha Janeiro Branco chama atenção para a importância da saúde mental, mas o cuidado no dia a dia ainda é um desafio para muitas pessoas em meio à rotina acelerada. Para discutir o tema de forma prática, A GAZETA conversou com a psicóloga acreana Marisa Alcântara, que aponta cinco hábitos considerados essenciais para o auxílio da saúde mental.
Segundo a especialista, a saúde mental não se resume à ausência de transtornos psicológicos. Ela destaca que ainda existe a crença de que a busca por ajuda profissional só é necessária em momentos extremos.
“A terapia é autocuidado, autoconhecimento e apoio para quando um momento difícil chegar e a pessoa saiba onde recorrer”, explica.
Marisa ressalta que o espaço terapêutico oferece acolhimento, compreensão e apoio em um ambiente seguro, pautado pela ética e pelo sigilo profissional.
“É um lugar para se expressar, sentir e ser ouvido. Terapia é apoio, independentemente de um diagnóstico”, afirma.
De acordo com a psicóloga, além do acompanhamento profissional, alguns hábitos podem contribuir para uma melhor saúde mental no cotidiano.

Veja as cinco dicas da especialista:
1 – Limites nas relações
A dificuldade de estabelecer limites em relações pessoais ou profissionais pode levar ao adoecimento emocional. Conforme explica Marisa, esse processo ocorre de forma gradual, quando a pessoa passa a anular as próprias necessidades para atender às dos outros.
“São relações invasivas, desequilibradas e, muitas vezes, injustas, que podem desencadear esgotamento emocional. Impor limites não é egoísmo, é autocuidado”, afirma.
2 – Autocuidado na rotina
Reservar tempo para si não deve ser encarado como luxo, mas como necessidade. Pequenas pausas, momentos de descanso e lazer, além de aproveitar a própria companhia, são apontados pela especialista como fatores importantes para manter a saúde mental equilibrada.
3 – Sono de qualidade
O uso excessivo de telas, especialmente antes de dormir, é apontado como um dos principais prejudiciais à saúde mental. A psicóloga explica que a luz emitida por celulares, TVs e tablets interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pelo sono.
“O cérebro entende que ainda é dia e não produz a quantidade necessária do hormônio, o que compromete a qualidade do descanso”, explica.
4 – Apoio emocional
Além do acompanhamento profissional, Marisa destaca a importância de contar com pessoas de confiança para compartilhar sentimentos sem julgamentos. Segundo ela, falar sobre emoções não representa fraqueza, mas um cuidado necessário com a saúde mental.
5 – Diálogo interno
Outro ponto destacado é a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma. A psicóloga orienta substituir a autocrítica excessiva pela autocompaixão.
“Evitar a autocrítica e trocar por autocompaixão reflete diretamente na autoestima”, afirma Marisa Alcântara.
Para a especialista, a adoção desses hábitos, aliada à busca por apoio quando necessário, contribui para uma relação mais saudável com as próprias emoções e com a rotina diária.
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