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Mais da metade da população do Acre passa a integrar classes de maior renda, aponta FGV

Mais da metade da população do Acre passa a integrar classes de maior renda, aponta FGV

Foto: Juan Vicent Diaz

Mais da metade da população do Acre passou a integrar as classes A, B e C entre 2022 e 2024, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). No período, a participação dessas faixas de renda no estado subiu de 50,82% para 57,11%, o que representa um crescimento de 6,29 pontos percentuais.

As classes consideradas no estudo abrangem famílias com renda mensal acima de 20 salários mínimos (classe A), entre 10 e 20 salários mínimos (classe B) e entre 4 e 10 salários mínimos (classe C). O avanço indica uma redução proporcional da população nas faixas de menor renda no estado.

Cenário nacional

No recorte nacional, o estudo da FGV aponta que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar classes de maior renda no mesmo intervalo de tempo. O movimento representa um aumento de 8,44 pontos percentuais na participação das classes A, B e C no Brasil entre 2022 e 2024.

Fatores que impulsionaram o crescimento

De acordo com a pesquisa, o avanço está diretamente ligado ao aumento da renda do trabalho e à integração de políticas públicas voltadas à população de baixa renda. Entre os programas citados estão o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e iniciativas de acesso à educação e ao crédito.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que os dados indicam a efetividade das políticas adotadas nos últimos anos.

“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, declarou.

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