Mesmo após o Rio Acre ter recuado e permanecido abaixo da cota de alerta, mais de 20 famílias continuam fora de casa em Rio Branco em razão dos impactos da enchente registrada neste início de ano. Segundo informações repassadas ao portal A GAZETA pela Defesa Civil Municipal, ao menos 23 famílias, entre desabrigadas e desalojadas, seguem sob acompanhamento das equipes municipais.
Atualmente, 10 famílias, com 27 pessoas e nove animais, estão acolhidas no Parque de Exposições. Outras sete famílias indígenas permanecem abrigadas na Escola Leôncio de Carvalho. Além disso, seis famílias, totalizando 14 pessoas, estão desalojadas e foram encaminhadas para casas de parentes, com monitoramento da Defesa Civil.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Cláudio Falcão, a permanência dessas famílias fora de casa ocorre por medida de segurança, diante da instabilidade do nível do rio. “Essas famílias devem ficar conosco até o Rio atingir uma cota segura, que é em torno de dez metros, para que possamos ter uma certa tranquilidade”, explicou.
Cenário ainda instável
A Defesa Civil avalia que o cenário permanece incerto. Segundo Cláudio Falcão, o volume de chuvas registrado em janeiro já se aproxima de 600 milímetros, mesmo antes do encerramento do mês, o que tem provocado oscilações frequentes no nível do Rio Acre.
“O rio é uma incógnita. A gente pode sair da cota de alerta e, daqui a pouco, voltar para a cota de alerta ou até para o transbordamento, mais de uma vez. Isso pode acontecer agora em fevereiro ou em março”, alertou o coordenador.








