Mais de três em cada quatro moradias urbanas do Acre apresentam algum tipo de inadequação, segundo dados de 2023 da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínuos (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As informações foram sistematizadas pela Fundação João Pinheiro e revelam um cenário de precariedade habitacional que atinge 171.499 domicílios, o equivalente a 77,84% das residências urbanas do estado.
O levantamento aponta que a principal fragilidade está no abastecimento de água, problema presente em 60,94% das moradias urbanas, 134.266 residências. Em seguida aparecem as deficiências no esgotamento sanitário, que afetam 20,31% dos domicílios (44.743), evidenciando a ausência ou insuficiência de infraestrutura básica em grande parte das áreas urbanas acreanas.
Outros serviços essenciais também apresentam falhas, ainda que em menor proporção. A coleta de lixo é inadequada em 1,39% das residências (3.069), enquanto 0,27% (584) enfrentam problemas no acesso à energia elétrica. Já a inadequação fundiária, quando a moradia não possui regularização do terreno, atinge 4,62% dos domicílios urbanos, o que corresponde a 10.172 residências.
Problemas estruturais dentro das casas
Além da infraestrutura externa, o estudo revela dificuldades relacionadas à qualidade construtiva das moradias, chamadas de inadequações edilícias. Em 9.409 domicílios (4,27%), não há banheiro. A cobertura inadequada, como telhados comprometidos ou improvisados, está presente em 53.073 residências (24,09%).
Outros 10.804 domicílios (4,90%) não possuem espaço adequado para armazenamento, e em 25.483 residências (11,57%), todos os cômodos são utilizados como dormitórios, situação que indica superlotação e compromete as condições de habitabilidade.








