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Mais de um quarto dos desempregados no Acre está fora do mercado há dois anos ou mais

Mais de um quarto dos desempregados no Acre está fora do mercado há dois anos ou mais

O Acre está entre os estados com maior percentual do país. Foto: Reprodução

O Acre ocupa uma das piores posições no ranking nacional de desocupação profissional de longo prazo, segundo dados do indicador Desocupação de Longo Prazo, do pilar Capital Humano. O estado aparece na 20ª colocação, com 25,9% das pessoas desocupadas há dois anos ou mais em relação ao total de desempregados, índice bem acima da média nacional.

Na comparação regional, o Acre apresenta desempenho pior do que a maioria dos estados da Região Norte. Rondônia registra 12,5%, percentual próximo ao de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto o Pará aparece com 9,1%, um dos melhores resultados do país. Roraima tem 10%, e Tocantins, apesar de também integrar a região amazônica, apresenta 16,7%, abaixo da média nacional.

Entre os estados do Norte, apenas o Amazonas (29,3%) e o Amapá (30,6%) têm indicadores mais elevados que o Acre. Os dados colocam o estado acreano em uma posição intermediária negativa dentro da região, distante dos melhores desempenhos e mais próximo dos piores índices nacionais.

O indicador de desocupação de longo prazo mede a proporção de pessoas que permanecem sem trabalho por dois anos ou mais, dentro do universo total de desocupados. Percentuais elevados acendem um alerta para dificuldades estruturais de geração de emprego, qualificação profissional e dinamismo econômico, com impactos diretos no desenvolvimento social e econômico.

No cenário nacional, os melhores resultados são observados em Mato Grosso do Sul (5,5%), Piauí (7,4%) e Pará (9,1%). Já os piores índices estão concentrados no Rio de Janeiro (32,9%), Rio Grande do Norte (32,1%) e Distrito Federal (30,6%), reforçando o contraste regional e a desigualdade na capacidade de absorção da mão de obra no país.

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