Após uma série de reclamações de usuários e a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal, o Ministério Público do Acre (MPAC) decidiu instaurar um procedimento administrativo para acompanhar de perto o funcionamento do transporte intermunicipal em Bujari. A medida, divulgada na edição desta quarta-feira, 7, do Diário eletrônico da instituição, tem como foco o serviço prestado pela empresa Transacreana, responsável pelas linhas que ligam o município a outras cidades.
A decisão foi formalizada por meio de portaria assinada pelo promotor de Justiça Eduardo Lopes de Faria, após o encerramento do prazo de uma Notícia de Fato sem que todas as diligências necessárias tivessem sido concluídas. O documento cita ainda que, durante a audiência pública realizada em 25 de julho de 2025, moradores relataram problemas recorrentes, como número insuficiente de linhas e horários, atrasos constantes, veículos em condições precárias e falhas na fiscalização do serviço.
Diante das denúncias, o Ministério Público solicitou vistorias técnicas no transporte intermunicipal. O Núcleo de Apoio Técnico (NAT) realizou fiscalização presencial nos veículos e elaborou relatório apontando suas constatações. A Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado do Acre (Ageac) também foi acionada e encaminhou um relatório técnico com informações sobre a operação do transporte em Bujari.
Mesmo assim, o MP entendeu que ainda há pendências a serem esclarecidas. Por isso, determinou a continuidade da apuração em um procedimento administrativo, que permite o acompanhamento sistemático do serviço. A Transacreana voltou a ser notificada e terá prazo de 10 dias para responder aos questionamentos já feitos pelo órgão. Em caso de novo descumprimento, o Ministério Público informou que poderá adotar medidas mais rigorosas.








