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MPAC abre investigação sobre morte de professora aposentada de 84 anos em hospital de Rio Branco

MPAC abre investigação sobre morte de professora aposentada de 84 anos em hospital de Rio Branco

A professora Nadir Nazaré Gomes de Souza era muito querida na sociedade acreana (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, oficializou a abertura de uma Notícia de Fato Criminal para investigar as circunstâncias da morte da professora aposentada Nadir Nazaré Gomes de Souza, de 84 anos.

O óbito ocorreu no último dia 22 de janeiro, em uma unidade de saúde particular de Rio Branco, em um contexto que levanta suspeitas de possível negligência médica decorrente da suposta administração de dosagem excessiva de medicamentos. A investigação foi aberta por iniciativa do próprio Ministério Público e quer entender exatamente como tudo aconteceu. O objetivo é checar se os profissionais agiram da forma correta ou se houve algum crime durante o atendimento.

Segundo a decisão da Procuradora-Geral de Justiça, Patrícia de Amorim Rêgo, as informações divulgadas pela imprensa local trazem sinais claros que justificam o início de uma investigação oficial. O documento reforça que o foco da apuração será a fragilidade da idosa, a forma como ela foi atendida no hospital e o curto intervalo de tempo entre a aplicação dos remédios e o momento de sua morte.

Nesta fase inicial, o MPAC não descarta nem mesmo a possibilidade de tratar o caso como um crime intencional contra a vida. Isso vai depender da análise para saber quem controlava as decisões no atendimento, se era possível prever que a dosagem causaria a morte e se houve o risco de causar o óbito, conforme prevê o Código Penal.

Para garantir que o caso seja analisado com todo o cuidado técnico, a investigação foi enviada para a Promotoria de Justiça Criminal que atua no Tribunal do Júri, que é o setor especializado em crimes intencionais contra a vida. Como parte desse esforço, a Procuradoria-Geral publicou uma portaria na terça-feira, 27 de janeiro, escalando o promotor Ildon Maximiano Peres Neto para o caso. Ele será o responsável por conduzir todos os passos da investigação na Justiça para descobrir se houve intenção ou não no erro médico e identificar os responsáveis pelo que aconteceu.
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