Depois de uma elevação expressiva registrada entre segunda-feira, 12, e a manhã desta terça, 13, o Rio Acre apresentou estabilidade ao longo do dia em Rio Branco. De acordo com o boletim mais recente da Defesa Civil Municipal de Rio Branco, desde as 9h o nível permanece em 13,27 metros, o que representa 27 centímetros abaixo da cota de alerta, fixada em 13,50 metros.
Nas primeiras horas do dia, o comportamento do rio ainda foi de subida. Às 5h20, a régua marcava 13,10 metros, avançando para 13,27 metros às 9h. A partir desse horário, no entanto, o nível se manteve estável, repetindo a mesma marca ao meio-dia e às 15h, sem novas elevações.
Apesar da estabilização momentânea, o cenário segue exigindo atenção. Em apenas 24 horas, o Rio Acre acumulou uma alta de 1,66 metro, reflexo das chuvas intensas que atingiram a capital. Somente nas últimas 24 horas, o volume acumulado chegou a 84,40 milímetros, contribuindo tanto para a rápida elevação do manancial quanto para alagamentos em diferentes pontos da cidade.
Durante toda a segunda-feira, 12, o rio apresentou crescimento contínuo, sem períodos de pausa. Pela manhã, às 5h30, o nível era de 11,44 metros, subindo para 11,95 metros às 9h. Ao meio-dia, atingiu 12,21 metros e seguiu em elevação durante a tarde, com 12,36 metros às 15h e 12,57 metros às 18h. À noite, o avanço prosseguiu: 12,74 metros às 21h e 12,89 metros à meia-noite, encerrando o dia próximo da cota de alerta.
Impactos das chuvas e monitoramento
As precipitações começaram ainda na noite de domingo e se intensificaram a partir da madrugada de segunda-feira. Até as 14h daquele dia, o acumulado já ultrapassava 92 milímetros, caracterizando um evento de forte intensidade. O volume elevado provocou alagamentos em vias públicas, residências e estabelecimentos comerciais, levando o município a entrar em situação de atenção.
Ao longo do período crítico, a Defesa Civil atuou diretamente em cerca de dez bairros, com monitoramento contínuo do nível do rio, orientações preventivas à população, acompanhamento de famílias em áreas vulneráveis e vistorias técnicas para avaliação de riscos estruturais e geológicos. Também foi mantido o estado de sobreaviso para abrigos temporários.
Até o momento, não houve necessidade de remoção de famílias. Segundo o órgão, as análises técnicas indicaram que, em muitos casos, a permanência monitorada nas residências apresentava menor risco do que a desocupação imediata. De forma estimada, cerca de 17 bairros foram impactados, com diversas vias alagadas e aproximadamente 800 edificações atingidas.








