A capital acreana amanheceu nesta terça-feira, 27, com um cenário de oscilação no nível do Rio Acre, que registrou a marca de 12,50 metros às 5h14. Apesar da tendência de queda em relação aos 12,89 metros registrados na manhã do dia anterior, a situação na capital permanece crítica. Segundo o Coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil Municipal, embora o manancial apresente vazante na maioria dos pontos, a preocupação com os afluentes persiste.
“Nós estamos com vazante em praticamente todos os locais, com exceção lá do Espalha, que é um importante afluente do Rio Acre também, onde a gente está com a vazante lenta”, explicou o comandante.
O volume de chuvas acumulado neste mês de janeiro é preocupante. A cheia já atinge milhares de pessoas. De acordo com Falcão, cerca de 3.500 pessoas foram atingidas diretamente, sendo 2,5 mil na zona urbana e mil na zona rural. Contudo, o número de afetados indiretamente é ainda maior. “Se falarmos sobre pessoas afetadas, o número sobre para em torno de seis a sete mil pessoas a mais”, alertou.
Sobre os riscos imediatos, o comandante reforçou a vulnerabilidade dos mananciais menores: “Em relação aos igarapés, o risco de transbordamento é constante. Nós estamos com o solo muito saturado e, com isso, faz com que o risco aumente. Então, qualquer chuva mais elevada, a gente pode ter um transbordamento”, alerta.
Famílias seguem fora de casa
Atualmente, a Defesa Civil mantém famílias fora de suas residências. Atualmente, 10 famílias, com 27 pessoas e nove animais, estão abrigadas no Parque de Exposições. Outras sete famílias indígenas permanecem na Escola Leôncio de Carvalho, enquanto seis famílias, totalizando 14 pessoas, estão desalojadas e acolhidas em casas de parentes.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Municipal, Cláudio Falcão, essas famílias só devem retornar para casa quando o rio atingir um patamar considerado seguro. Segundo ele, essa referência está em torno de dez metros.