Cerca de três mil carteiras de identidade emitidas no Acre seguem acumuladas nos pontos de retirada sem que os titulares tenham comparecido para buscar o documento. A situação, registrada desde 2022, tem gerado prejuízo financeiro ao Estado, segundo dados do Instituto de Identificação da Polícia Civil.
Os documentos estão represados em unidades da Organização em Centros de Atendimento na capital e também nos municípios de Cruzeiro do Sul, Xapuri, Brasiléia e Sena Madureira. De acordo com o Instituto de Identificação, cada carteira tem custo unitário de R$ 117, o que representa um prejuízo estimado em R$ 351 mil apenas com os documentos não retirados.
“Atualmente, estima-se que haja cerca de três mil documentos de identificação represados na OCA. O custo unitário de cada documento é de R$ 117 para o Estado, então considerando o total estimado de documentos represados, o prejuízo financeiro aproximado é de R$ 351 mil”, afirmou.
Apesar do prejuízo aos cofres públicos, Júnior Cesar explicou que não há qualquer penalidade para o cidadão que deixa de buscar o documento após a emissão. Ainda assim, existe um prazo para permanência das carteiras nos postos de atendimento.
“Após o prazo de um ano, os documentos de identificação não retirados são destruídos por meio de incineração, conforme normas de segurança”, esclareceu o diretor, destacando que a medida é adotada para evitar acúmulo excessivo e riscos de uso indevido.
Para tentar reduzir o número de documentos esquecidos, o Instituto de Identificação afirma que realiza campanhas de orientação e oferece facilidades ao público. Entre elas, está a possibilidade de acompanhar o andamento da Carteira de Identidade Nacional (CIN) por meio do site oficial do órgão.








