Organizações políticas, estudantis e populares realizam, neste domingo, 4, no Lago do Amor, um ato público de solidariedade ao povo venezuelano, em reação aos bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, ocorrido na madrugada de 3 de janeiro de 2026.
A mobilização denuncia o que os organizadores classificam como mais um ataque imperialista e defende a paz como principal instrumento de resistência dos povos.
A mobilização é organizada por diversas siglas, entre elas o Partido Comunista Brasileiro (PCB), Unidade Classista, Movimento Estudantil Popular (MEP), Movimento de Unidade Popular (MUP), União da Juventude Comunista (UJC), União Nacional dos Estudantes (UNVE), União da Juventude Socialista (UJS) Acre, Movimento Sem Parar, Juventude Pátria Livre (JPT) e o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).
De acordo com as entidades envolvidas, o protesto ocorre em um momento de profundas transformações no cenário internacional. A ascensão da China como superpotência e o fortalecimento dos BRICS como bloco político, econômico e estratégico são apontados como fatores que vêm alterando a ordem mundial, abrindo espaço para a construção de um mundo multipolar, em contraposição à lógica unilateral do imperialismo.
Os organizadores também relacionam o atual contexto global à crise estrutural do capitalismo, que, segundo eles, se manifesta de forma extrema em conflitos como a guerra na Ucrânia e a situação vivida pelo povo palestino. Nesse ambiente, afirmam que a disputa por petróleo e outras riquezas naturais tem se intensificado, sendo utilizada como ferramenta para sustentar projetos de dominação e ingerência externa.

A atividade pretende reafirmar a solidariedade ao povo venezuelano, apontado como a principal vítima da ofensiva política e econômica liderada pelo governo dos Estados Unidos e seus aliados. Para os movimentos, os interesses sobre as riquezas naturais da Venezuela se intensificaram após a Revolução Bolivariana, quando esses recursos passaram a ser direcionados, segundo a avaliação das entidades, aos interesses populares.







