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Ponte de Rodrigues Alves depende de projeto para sair do papel em 2026, diz governo federal

Ponte de Rodrigues Alves depende de projeto para sair do papel em 2026, diz governo federal

Foto: Divulgação/Prefeitura de Rodrigues Alves

Anunciada como uma das intervenções prioritárias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Acre, a ponte de Rodrigues Alves ainda depende da contratação da empresa responsável pela elaboração do projeto para que a construção possa avançar. As informações foram divulgadas pelo governo federal ainda nesta terça-feira, 6.

De acordo com o DNIT, a licitação para elaboração do projeto está na fase de análise de propostas e habilitação, com previsão de assinatura de contrato no início do próximo ano. Somente após a conclusão dessa etapa técnica será possível definir prazo de execução, orçamento final e data de início das obras.

Ainda nesta terça-feira, 6, moradores do município questionaram o atraso no início das obras e pedirem uma nova previsão oficial. Segundo o superintendente do DNIT no Acre, Ricardo Araújo, a previsão atual é que a obra tenha início em 2027, após a etapa de licitação.

Outras obras seguem em andamento ou planejamento

Embora a ponte de Rodrigues Alves seja uma das principais demandas regionais, ela integra um pacote mais amplo de intervenções previstas pelo DNIT no estado. Em Tarauacá, a ponte em construção avançou para a fase de execução da superestrutura, enquanto a ponte sobre o Rio Caeté, na BR-364, passa por reforço estrutural após a identificação de problemas na fundação.

Também estão no planejamento federal a reconstrução de 100 quilômetros da BR-364, entre Sena Madureira e Manuel Urbano, com investimento estimado em R$ 800 milhões, e o Contorno de Brasileia, na BR-317, orçado em R$ 75 milhões. Ambos os projetos ainda dependem da conclusão de processos licitatórios.

Investimentos e cenário atual

Em 2025, o DNIT aplicou R$ 338 milhões no Acre, principalmente em serviços de manutenção nas BRs 364, 317 e 307. Apesar dos investimentos, apenas 62% das rodovias federais do estado são consideradas boas ou regulares, índice abaixo da média da Região Norte, que chegou a 82,8%.

 

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