O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizou uma visita técnica ao Centro de Reservação do bairro Santo Afonso para o ato simbólico que marca o início da perfuração do quinto poço do reservatório. A agenda contou com a presença do presidente do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), Enoque Pereira.
Durante a visita, Bocalom reforçou que a ampliação do número de poços é uma estratégia adotada desde o início da atual gestão para enfrentar os problemas históricos no abastecimento de água da capital. Segundo o prefeito, estudos técnicos realizados após a prefeitura assumir o sistema, em 2022, descartaram a viabilidade de perfurações muito profundas na região.
“Desde quando eu cheguei na prefeitura, assim que a gente assumiu o sistema em 2022, eu já falava da questão dos poços. Mandamos fazer dois estudos muito fortes que mostraram que, infelizmente, não adianta querer chegar a 500, 600 ou 800 metros, que não vai resolver o problema da água”, afirmou.
De acordo com Bocalom, os levantamentos apontaram que poços com profundidade de até 400 metros são mais adequados para a região. “Os estudos mostraram que poços até 400 metros é possível fazer aqui. Então, nós estamos primeiro fazendo esses primeiros poços e, depois, partimos para os mais profundos dentro desse limite técnico”, explicou.
O prefeito destacou que a dependência do Rio Acre tem se mostrado cada vez mais problemática, principalmente em períodos de cheia e vazante. “O rio já mostrou, esse ano e no final do ano passado, que toda vez que ele sobe e baixa, é muita areia que fica na água. Aí não dá conta de tratar e de ter a quantidade de água que a gente precisa”, disse.
Segundo Bocalom, os poços já perfurados na região apresentam uma média de produção de cerca de 10 mil litros de água por hora. “Durante esses poços aqui, a média está dando 10 mil litros por hora, e isso já ajuda bastante o nosso projeto do Saerb”, afirmou.
Ele acrescentou que a expectativa é de que a perfuração de novos poços no Santo Afonso e em áreas próximas contribua para o abastecimento de diferentes bairros da capital. “Aqui nessa região, a perfuração de poços deve ter água suficiente para abastecer a Cidade do Povo e parte de outros bairros. É uma questão de tempo da gente ir fazendo isso e botar para andar”, declarou.
Outro ponto destacado pelo prefeito foi a redução de custos no tratamento da água. “Essa água tirada aqui é uma água que praticamente não precisa de tratamento pesado, e os custos começam a melhorar. Isso permite fazer novos investimentos”, explicou.
Bocalom também ressaltou os investimentos já realizados pelo município no sistema de abastecimento. “A prefeitura já fez mais de R$200 milhões de investimentos próprios para poder manter a água até onde chegou”, afirmou.
Por fim, o prefeito voltou a defender a manutenção do sistema sob gestão pública e criticou a possibilidade de privatização. “Tenho fé em Deus que logo, logo, a gente resolve o problema da água aqui sem ter que privatizar. Porque a privatização significa aumentar o valor da água em cinco ou seis vezes, e nós não queremos isso”, concluiu.