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Rio Acre ultrapassa cota de alerta em Brasileia; 500 famílias estão isoladas e região sofre com prejuízo de 1,5 milhão

Rio Acre ultrapassa cota de alerta em Brasileia; 500 famílias estão isoladas e região sofre com prejuízo de 1,5 milhão

Rio Acre em Brasileia (Foto: Assessoria)

Pela segunda vez em menos de duas semanas, o Rio Acre ultrapassou a cota de alerta em Brasiléia, no interior do Acre, atingindo a marca de 10,07 metros na manhã desta sexta-feira, 30. A elevação do manancial é consequência das fortes chuvas que afetam a região, foram 143 milímetros de água, que deixaram um rastro de destruição na infraestrutura local.

O rio está a pouco mais de um metro de atingir a cota de transbordo que é de 11,40 metros. Se as previsões meteorológicas se confirmarem, o município poderá enfrentar a primeira grande alagação de 2026, revivendo o trauma de 2024, ano em que a cidade sofreu uma de suas cheias mais severas.

Diante do agravamento da crise, o prefeito Carlinhos do Pelado confirmou o cancelamento do Carnaval 2026 e assinou o decretação de Situação de Emergência.

“Não é uma decisão fácil, mas é a única responsável. Precisamos direcionar cada centavo e cada esforço para atender as mais de 500 famílias que hoje estão isoladas”, afirmou o prefeito, reforçando que o foco total da gestão está na assistência humanitária e na recuperação de acessos.

O impacto da enxurrada não ficou restrito ao nível do rio. Na zona rural e em pontos da cidade, a força da água devastou o que encontrou pelo caminho. Segundo o Major Emerson Sandro, coordenador da Defesa Civil Municipal, o balanço parcial é alarmante: 20 linhas de bueiros destruídas, 10 pontes colapsadas ou com cabeceiras destruídas, além do isolamento total de comunidades na Reserva Extrativista Chico Mendes (especialmente nos KM 59, 60 e 13).

Rio Acre ultrapassa cota de alerta em Brasileia; 500 famílias estão isoladas e região sofre com prejuízo de 1,5 milhão
Ponte de Brasileia (Foto: Fernando Oliveira)

O setor econômico também sofre com o fenômeno da enchente. Pelo menos 20 aviários de frango estão sem acesso para escoamento, e a produção de castanha e borracha — pilares da região — está paralisada devido às estradas intransitáveis. Os prejuízos financeiros já rompem a barreira de R$ 1,5 milhão.

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