O acesso a serviços básicos como água tratada, esgotamento sanitário e infraestrutura urbana coloca Rio Branco entre os piores desempenhos do país. A capital acreana ocupa a 24ª posição entre as capitais brasileiras no pilar de Saneamento e Infraestrutura, figurando como a terceira pior colocada, segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP).
No ranking geral, que avalia municípios de todo o Brasil, Rio Branco aparece na 347ª colocação. O estudo analisa a capacidade das cidades de estruturar serviços essenciais, considerando indicadores de saneamento, infraestrutura urbana, telecomunicações, saúde pública, preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
O pilar de saneamento e infraestrutura mede, de forma integrada, o acesso da população a abastecimento de água, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos, fatores diretamente ligados à saúde coletiva, à dignidade social e ao crescimento urbano ordenado.
A análise do CLP aponta que o saneamento básico permanece como um dos principais gargalos estruturais do país, resultado de anos de baixos investimentos e limitações na execução de políticas públicas. O estudo destaca o marco legal do saneamento como um avanço institucional relevante, ao estabelecer regras mais claras para regulação, financiamento e ampliação da cobertura, embora os impactos ainda ocorram de forma desigual entre os municípios.
Capitais da Região Norte
Na comparação regional, Palmas (TO) apresenta o melhor desempenho entre as capitais do Norte, enquanto Rio Branco aparece entre as últimas posições.
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Palmas (TO) – 9º lugar entre as capitais
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Boa Vista (RR) – 16º
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Manaus (AM) – 20º
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São Luís (MA) – 21º
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Teresina (PI) – 22º
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Belém (PA) – 23º
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Rio Branco (AC) – 24º lugar (347º no ranking geral)
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Macapá (AP) – 25º
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Porto Velho (RO) – 26º
De acordo com a análise do CLP, municípios com melhor desempenho em saneamento e infraestrutura tendem a apresentar melhores indicadores de saúde pública, atração de investimentos, produtividade econômica e qualidade de vida. Por outro lado, resultados mais baixos nesse pilar limitam o desenvolvimento urbano, aumentam desigualdades e comprometem a competitividade das cidades no longo prazo.
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