Rio Branco passou a contar com um Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido e da Criança (A-SEG), voltado ao acompanhamento especializado de crianças consideradas de alto risco, especialmente aquelas que receberam alta de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e de unidades de cuidados intermediários neonatais. A iniciativa é da Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco.
O ambulatório atende crianças que, em razão de condições clínicas ao nascimento, necessitam de monitoramento contínuo e especializado. A definição do público-alvo considera fatores como o perfil epidemiológico local, a pactuação regional, a densidade populacional e as dificuldades de deslocamento dentro do município.
Somente em 2025, foram registrados 4.917 partos de mulheres residentes em Rio Branco. Desse total, a estimativa é de que cerca de 5%, o equivalente a 241 recém-nascidos, sejam classificados como de alto risco. A criação do A-SEG busca fortalecer a linha de cuidado e garantir acompanhamento sistemático dessas crianças, com impacto direto na redução da mortalidade infantil.
Fluxo de atendimento
O modelo adotado prevê que os recém-nascidos de alto risco sejam encaminhados diretamente das maternidades para o ambulatório municipal, conhecido como Ambulatório Corujinha, assegurando a continuidade do cuidado desde os primeiros dias de vida, sem interrupções após a alta hospitalar.
Segundo a gerente do Departamento de Regulação do Município, Sulamita Guedes, a implantação do serviço altera de forma significativa o acesso ao atendimento especializado. Com o novo fluxo, as crianças já deixam a maternidade com a consulta agendada, evitando a busca posterior por vagas na rede.
Integração com a rede hospitalar
A implantação do A-SEG ocorre a partir de pactuação com a Maternidade Bárbara Heliodora e o Hospital Santa Juliana, garantindo que os recém-nascidos classificados como de alto risco tenham acompanhamento pediátrico especializado na rede municipal.
Crianças consideradas de risco habitual seguem sendo acompanhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e pelas Unidades de Referência de Atenção Primária (URAPs). Já os casos mais complexos passam a contar com atendimento direcionado no ambulatório especializado, conforme a gravidade clínica e a necessidade de seguimento.






