Após a morte do agente de saúde indígena Isaias Salomão Manchineri em um acidente fluvial no interior do Acre, a Polícia Civil adotou um procedimento pericial excepcional na comunidade onde a vítima residia, na zona rural de Sena Madureira. A atuação ocorreu nesta sexta-feira, 30, por meio do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), com participação do Instituto Médico Legal (IML) e apoio do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI).
O acidente ocorreu no rio Iaco, em uma região de difícil acesso, próxima à fronteira com o Peru. Conforme as informações apuradas, a vítima viajava em uma canoa quando um barranco cedeu às margens do rio, provocando a queda de uma árvore de grande porte sobre a embarcação. O impacto foi fatal.
Diante das dificuldades de deslocamento até a localidade e das condições climáticas adversas, uma equipe do IML saiu de Rio Branco por volta das 9h, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), até a Aldeia Santa Cruz. No local, foi montada uma estrutura provisória para a execução dos procedimentos técnicos necessários.
De forma excepcional, todos os exames periciais ocorreram integralmente na própria comunidade, sem a necessidade de remoção do corpo para a capital ou de exames complementares. A medida permitiu a liberação imediata do corpo à família, após a conclusão dos trabalhos técnicos.
Segundo o diretor do Instituto Médico Legal, Ítalo Maia, a condução dos trabalhos levou em consideração o isolamento da área, o mau tempo e a logística envolvida, garantindo o cumprimento dos critérios técnicos exigidos para a perícia.
Após a conclusão dos procedimentos e a liberação do corpo para os ritos fúnebres, a equipe do IML retornou a Rio Branco por volta das 16h, novamente com apoio aéreo do Ciopaer.