Ícone do site Jornal A Gazeta do Acre

‘Apenas prenderam um criminoso’, diz Bittar sobre prisão de Maduro pelos Estados Unidos

'Apenas prenderam um criminoso', diz Bittar sobre prisão de Maduro pelos Estados Unidos

Bittar voltou a chamar Venezuela de "narco-estado". Foto: Vitor Paiva

O senador da República Márcio Bittar (União Brasil-AC) afirmou que não houve intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, mas sim a prisão de um criminoso procurado internacionalmente, ao comentar a queda de Nicolás Maduro e os desdobramentos do caso. As declarações foram dadas após questionamentos sobre a possibilidade de um cenário semelhante ocorrer no Brasil.

Ao responder se uma ação parecida poderia ser plausível em território brasileiro, Bittar rejeitou a hipótese e criticou a narrativa adotada por parte da imprensa. “Não houve intervenção. O que os Estados Unidos fizeram foi prender um criminoso”, destacou.

Segundo o senador, Maduro já era alvo de investigações internacionais. “O Maduro era procurado internacionalmente por denúncia de tráfico de drogas”, disse. Para Bittar, o ex-presidente venezuelano terá agora que responder judicialmente. “Vocês vão ver agora, ele vai ter que abrir tudo aquilo que ele fez, tudo aquilo que a Venezuela fez, no julgamento em Nova Iorque”, afirmou.

Bittar voltou a classificar a Venezuela como um “narco-estado” e associou o país ao crime organizado internacional. “A Venezuela virou um narco-estado, ela protege narco-terrorismo, ela enfia dentro dos Estados Unidos droga que mata milhares de pessoas”, declarou. Segundo ele, a ação norte-americana ocorreu por interesse próprio. “Donald Trump fez isso no interesse norte-americano, combatendo o narco-tráfico da América Latina, que mata milhares de pessoas nos Estados Unidos”, disse.

O senador também comparou a ofensiva dos Estados Unidos à atuação de governos anteriores. “O Donald Trump agiu diferente do Barack Obama? Não”, afirmou. “Barack Obama entrou em outro país não foi para prender o Bin Laden, foi para matar o Bin Laden e esconder o corpo”, completou. Para Bittar, houve tratamento distinto por parte da imprensa. “Ninguém falou nada porque o Barack Obama era tido como esquerda. A grande imprensa brasileira se calou”, declarou.

Ao tratar da crise humanitária venezuelana, o parlamentar citou o impacto migratório. “A Venezuela tem um quarto da população fora do país, inclusive aqui no Acre”, afirmou. Em comparação, disse: “Se fosse no Brasil, seriam 50 milhões de brasileiros fugindo da fome, da miséria, da perseguição e da tortura”.

Bittar também mencionou a falta de reconhecimento internacional da eleição de Maduro. “Até mesmo o governo do PT, que é amigo do Maduro, que ajudou na campanha, não reconheceu a eleição do Maduro”, declarou. Segundo ele, a ilegitimidade do ex-presidente venezuelano é amplamente reconhecida. “O mundo inteiro, inclusive o PT do Brasil, não reconheceu a eleição. Portanto, ele estava ilegítimo”, afirmou.

O senador concluiu, reforçando o posicionamento sobre o destino de Maduro. “É um criminoso que agora está tendo que prestar contas à justiça norte-americana”, disse.

Sair da versão mobile