O cenário político acreano deve ganhar novos contornos na próxima segunda-feira, 19. O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), convocou a imprensa para uma entrevista coletiva, às 9h, no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), onde fará o anúncio oficial sobre seu futuro político e sua possível pré-candidatura ao Governo do Estado.
O anúncio é aguardado com grande expectativa por aliados e opositores, uma vez que a possibilidade de saída de Bocalom da prefeitura para disputar o governo do Acre movimenta todo o tabuleiro político. Após meses de especulações e diálogos internos em sua base, Bocalom deve confirmar se vai ou não disputar as eleições deste ano.
Outra incerteza que movimenta os bastidores é a viabilidade do apoio do PL à candidatura majoritária de Tião Bocalom. A principal tese nos corredores políticos é de que o lançamento de Bocalom ao governo poderia gerar um ‘fogo amigo’ contra Márcio Bittar (PL). Isso ocorre porque Bittar, em sua busca pela reeleição ao Senado, almeja manter a aliança com o governador Gladson Cameli (PP).
O entrave reside na estratégia de Cameli: o governador deve disputar a outra vaga ao Senado e focar seus esforços na eleição de sua vice, Mailza Assis (PP), para o Governo do Estado. Nesse cenário, uma candidatura própria do PL ao Palácio Rio Branco forçaria Bittar a escolher entre a fidelidade ao partido ou a manutenção do acordo com o grupo governista.
Outra opção do senador seria apoiar a candidatura de Alan Rick ao governo, que, atualmente, lidera as pesquisas como favorito nas intenções de voto. Diante da indefinição do cenário, comenta-se, nos bastidores, que os representantes do PL não estarão presentes na coletiva marcada pelo prefeito.
A decisão de Bocalom altera significativamente o tabuleiro eleitoral. Caso confirme a candidatura ao governo, o prefeito precisará deixar o cargo, passando o comando da capital para o seu vice, Alysson Bestene (PP).






