O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), abriu a agenda oficial de 2026, na sexta-feira, 2, com uma série de visitas a regiões afetadas pelas recentes inundações do Rio Acre. Acompanhado do vice-prefeito Alysson Bestene (PP), secretários municipais e do presidente da Câmara, Joabe Lira (União Brasil), o gestor percorreu bairros e pontos estratégicos da capital para acompanhar de perto os trabalhos de limpeza e assistência às famílias atingidas.
As primeiras paradas foram nos bairros Base e Cadeia Velha, onde as equipes municipais já atuam na retirada de resíduos deixados pela enchente, após a diminuição do nível do rio. Os serviços são coordenados pela Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade, que mantém frentes permanentes de trabalho nas áreas mais sensíveis da capital, sobretudo em regiões centrais e turísticas.
Ainda pela manhã, o prefeito esteve na Escola Estadual Marilda Gouveia Viana, no bairro João Eduardo, utilizada como abrigo provisório para famílias desalojadas. Atualmente, 12 famílias, somando 52 pessoas, estão acolhidas no local.

Durante a visita, Bocalom conversou com os desabrigados e acompanhou de perto as condições de acolhimento. Uma das moradoras atendidas, Leni Martins, avaliou positivamente o suporte oferecido pelo município e destacou o cuidado das equipes desde o início da enchente.
Segundo a prefeitura, cinco abrigos seguem em funcionamento na cidade. Com o Rio Acre em vazante, marcando 11,59 metros neste sábado, 3, os trabalhos de limpeza já começaram a avançar para outras áreas afetadas. O prefeito afirmou que o foco da gestão, neste início de ano, é garantir organização urbana e assistência humanizada às famílias impactadas pela cheia.
Bocalom também destacou a atuação conjunta com o governo do Estado e informou que a prefeitura já trabalha na realocação definitiva das famílias que vivem em áreas de risco. A previsão é que, em até seis meses, parte dos atingidos seja contemplada com moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em parceria com a Caixa Econômica Federal e o Governo Federal. O município investiu cerca de R$ 25 mil por unidade, além da infraestrutura e da doação dos terrenos.