Aos 30 anos, a inglesa Tianna Moon decidiu emagrecer por orientação médica para melhorar a saúde física e tentar reduzir o tamanho exagerado dos seios. Em 2024, ela começou a usar canetas emagrecedoras como parte do tratamento de perda de peso.
O tratamento funcionou: Tianna perdeu cerca de 19 quilos. No entanto, enquanto braços, pernas e cintura diminuíam, os seios continuavam crescendo — e de forma acelerada. A mudança começou a causar dor, desconforto e estranhamento.
“Todo o meu corpo estava emagrecendo, menos meus seios”, relatou a inglesa nas redes sociais. Foi a partir dessa diferença evidente que ela percebeu que não se tratava de uma reação comum do corpo.
Diagnóstico de uma condição rara
Após procurar atendimento médico, Tianna recebeu o diagnóstico de gigantomastia. Inicialmente, houve a suspeita de macromastia — quando os seios são grandes, mas estáveis. No entanto, o crescimento contínuo confirmou o quadro mais grave.
Atualmente, os seios dela pesam cerca de 18 quilos, o equivalente a aproximadamente 20% do peso total do corpo. O volume excessivo explica os sintomas físicos que passaram a fazer parte da rotina da paciente.
O que é gigantomastia?
A gigantomastia é uma condição extremamente rara, caracterizada pelo crescimento exagerado e progressivo das mamas. Diferentemente de seios naturalmente grandes, o aumento das mamas ocorre de forma contínua e pode causar impactos físicos importantes.
Especialistas explicam que a doença pode estar relacionada a alterações hormonais, fatores genéticos e, em alguns casos, doenças autoimunes. Não há uma causa única comprovada.
Dor e limitações físicas
Tianna conta que o peso das mamas provoca dores constantes, além de formigamento e dormência nos braços. As alças do sutiã causam marcas profundas e feridas nos ombros, e tarefas simples do dia a dia se tornaram difíceis.
Deitar de barriga para cima, por exemplo, causa sensação de falta de ar devido à pressão no tórax. Comprar roupas e sutiãs adequados também virou um desafio, já que muitos modelos não comportam o tamanho necessário.
Em novembro de 2025, Tianna passou por uma cirurgia bariátrica do tipo sleeve gástrico, com o objetivo de reduzir o peso corporal e aliviar a sobrecarga nas costas.
O procedimento, porém, não trata diretamente a gigantomastia, já que o crescimento das mamas não está ligado apenas à gordura corporal. Mesmo assim, a perda de peso ajuda a reduzir o impacto geral da condição no corpo.
Ela também avalia a possibilidade de uma cirurgia de redução das mamas, mas foi alertada por médicos de que, em casos de gigantomastia ativa, não há garantia de que o tecido não volte a crescer.
Julgamento social e exposição pública
Além dos desafios físicos, Tianna passou a enfrentar críticas e julgamentos nas redes sociais. Algumas pessoas questionaram o fato de ela não ter feito imediatamente a cirurgia redutora, sugerindo que estaria buscando atenção.
Por ser uma condição rara, a gigantomastia muitas vezes demora a ser reconhecida. Casos como o da inglesa ajudam a dar visibilidade ao problema e a alertar pacientes e profissionais de saúde para sinais que vão além de mudanças corporais comuns. O diagnóstico precoce pode evitar agravamento das consequências da gigantomastia e orientar melhor as opções de tratamento.
Por: Metrópoles








