Órgão com funções endócrina e exócrina, o pâncreas produz os hormônios glucacon e insulina, além das enzimas pancreáticas consideradas primordiais para a digestão. À coluna, a gastroenterologista Elaine Moreira aponta os primeiros sinais que podem indicar um futuro comprometimento da glândula.
A especialista em medicina integrativa ressalta que os indícios de que o pâncreas pode estar adoecido são “muito inespecíficos”. A médica, que atende em São Paulo (SP), menciona os sintomas: “Sensação de má digestão, dor abdominal geralmente no andar superior do abdômen e pico de glicose, com glicemia elevada de uma hora para outra.”
Quando o pâncreas já está comprometido, os sinais tendem a ser fezes amareladas e oleosas, condição chamada de esteatorreia. “A dor abdominal em barra acontece no andar superior do abdômen, de forte intensidade e que pode ou não ir para as costas”, destaca a gastroenterologista a respeito dos indícios.
De acordo com Elaine, outro sinal muito comum e importante de insuficiência pancreática é a perda de peso de início súbito. “Isso ocorre sem nenhum histórico do paciente estar fazendo dieta ou atividade física. Não há ação que justifique o emagrecimento, o indivíduo começa a perder peso bem rápido“, pontua a médica.
Com relação aos grupos com maior risco de desenvolver alguma doença no pâncreas, a especialista cita pessoas acima de 60 anos, tabagistas, obesos, indivíduos com triglicerídeos elevados, diagnosticados com cálculo na vesícula e etilistas pesados, ou seja, com alto consumo de álcool.
Por: Metrópoles








